Em seu diário, Lynn Cruz descreve um aumento na tarifa de um almendrón em Havana, usando-o como ponto de partida para questionar a intervenção dos EUA na política cubana. Ela evoca a história e cita José Martí para alertar contra despotismos disfarçados de liberdade. Ela expressa ceticismo em relação às promessas de mudança sob a administração Trump.
Em 13 de fevereiro de 2026, Lynn Cruz publicou uma entrada de diário no Havana Times intitulada 'O inimigo do meu inimigo não é meu amigo'. Ela descreve como, na tarde anterior, embarcou em um almendrón, um táxi compartilhado de um modelo Chevrolet dos anos 1950, e o motorista cobrou 400 pesos para ir a El Vedado, um aumento de 150 pesos em relação à manhã. »n »nCruz liga essa experiência cotidiana a reflexões históricas. Ela recorda a explosão do USS Maine em 1898 pelos Estados Unidos, que ajudou a encerrar o domínio espanhol em Cuba, juntamente com o uso do cinematógrafo para retratar os espanhóis como mais cruéis. Ela cita uma carta de 1884 de José Martí ao general Máximo Gómez: 'Há algo acima da simpatia pessoal que o senhor pode inspirar em mim (…) e é minha determinação de não contribuir minimamente, por amor cego a uma ideia pela qual estou dando minha vida, para trazer à minha terra um regime de despotismo pessoal, que seria mais vergonhoso e desastroso que o despotismo político que agora suporta'. Ela acrescenta: 'Um povo não se funda, General, como se comanda um acampamento militar'. »n »nA autora critica o desejo de muitos cubanos de que a administração Trump resolva os problemas herdados de Fidel Castro. Ela menciona Mike Hammer, principal porta-voz de Trump em Havana, que fala de diálogos 'democraticamente a portas fechadas e no mais alto nível'. Hammer postou no Facebook: 'Obrigado Presidente Trump por estabelecer a primeira Semana Anticomunista para renovar nossa promessa nacional de permanecer firmes contra o veneno do comunismo'. »n »nCruz refere-se a anúncios de 'novas reformas de propriedade' pela Cubatrámite e pressões internas, mas alerta contra manipulações que poderiam substituir uma oligarquia por outra, recordando transições em ex-países comunistas. Ela compara a casos chilenos, como o de Jorge Mateluna, condenado em 2013 e perdoado em 2023. Ela questiona se a libertação de prisioneiros políticos incluirá a vindicação de direitos além do castrismo.