Elliptic relata evasão contínua de sanções por plataformas cripto ligadas à Rússia

A empresa de análise de blockchain Elliptic publicou um relatório destacando como várias exchanges de criptomoedas ligadas à Rússia continuam a facilitar transações para entidades sancionadas. Plataformas como Bitpapa, ABCeX, Rapira e Aifory Pro permitem que os usuários convertam rublos em cripto e transfiram fundos através de fronteiras, contornando canais bancários tradicionais. As descobertas sublinham o papel das stablecoins na evasão das sanções ocidentais impostas desde a invasão russa da Ucrânia em 2022.

O relatório da Elliptic, divulgado na sexta-feira, detalha o uso persistente da infraestrutura de criptomoedas para contornar sanções. Identifica exchanges como Bitpapa, ABCeX, Rapira e Aifory Pro como processadoras de bilhões de dólares em transações, com fluxos significativos direcionados a plataformas já sancionadas como Garantex e Aifory Pro. Esses serviços permitem que os usuários convertam rublos em criptomoedas, movam fundos internacionalmente sem depender de sistemas financeiros convencionais e saquem através de corretores ou exchanges no exterior. O relatório se baseia em alertas anteriores, incluindo um da Elliptic no mês passado que destacou o USDT da Tether como ferramenta principal para evasão de sanções russas, embora transações com a stablecoin atrelada ao rublo A7A5 tenham excedido US$ 100 bilhões. Desde a invasão da Ucrânia em 2022, as medidas ocidentais incluíram o congelamento pela UE de cerca de US$ 250 bilhões em ativos russos e pelo Reino Unido de quase US$ 35 bilhões. Complementando isso, um relatório da TRM Labs da semana passada indicou que entidades ilícitas receberam US$ 141 bilhões em stablecoins em 2025 — o maior valor em cinco anos —, com mais da metade ligado à A7A5. Atividades relacionadas a sanções representaram 86% dos fluxos cripto ilícitos, principalmente através de plataformas de stablecoins. Exemplos específicos incluem Bitpapa, uma plataforma peer-to-peer registrada nos Emirados Árabes Unidos que atende usuários russos, sancionada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA em março de 2024. A Elliptic estima que 9,7% de seus fluxos de saída de cripto foram para entidades sancionadas, incluindo 5% para Garantex, e observa a prática da plataforma de rotacionar endereços de carteiras para obscurecer o rastreamento. A ABCeX, sediada na Torre Federação em Moscou, processou pelo menos US$ 11 bilhões em transações, incluindo para Garantex e Aifory Pro. A Rapira processou mais de US$ 72 milhões com a exchange sancionada Grinex, enquanto a Aifory Pro oferece serviços de caixa para cripto em Moscou, Dubai e Turquia. Essas revelações ocorrem em meio a um foco regulatório crescente sobre o papel das criptomoedas em atividades transfronteiriças ligadas a atores sancionados.

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