As divisões crescentes no Orange Democratic Movement (ODM) do Quénia apontam agora para uma alegada implicação do ex-presidente Uhuru Kenyatta e do presidente William Ruto, em meio a disputas internas em curso que começaram com controvérsias sobre fundos eleitorais e um incidente violento no início deste ano.
O conflito interno dentro do ODM, que eclodiu no final de 2025 e início de 2026 com confrontos entre o secretário-geral Edwin Sifuna e o deputado de Suna East Junet Mohamed sobre os fundos das eleições de 2022 doados por Uhuru Kenyatta – fundos que Junet afirma terem ido para Muhoho Kenyatta – e um confronto em 3 de janeiro de 2026 num restaurante em Kilimani envolvendo os deputados Babu Owino e MCA Robert Alai, tomou um rumo mais agudo. Relatos recentes acusam tanto Uhuru Kenyatta quanto o presidente Ruto de interferirem nos assuntos do partido, implicando figuras como Dr. Oburu Oginga, Sifuna, o Conselho Executivo Nacional (NEC), James Orengo e UDA. Essas alegações sugerem que influências externas estão exacerbando as divisões, afetando a estrutura do ODM e o apoio ao governo inclusivo. Deputados do ODM haviam anteriormente instado Oburu Oginga a intervir após seu apelo à unidade em dezembro de 2025, mas as tensões persistem, levantando preocupações antes das eleições de 2027. Detalhes específicos das novas acusações permanecem incertos, mas destacam as fraturas crescentes na oposição.