A Meta introduziu contas geridas por pais no WhatsApp, permitindo que crianças menores de 13 anos usem o aplicativo de mensagens de forma mais segura sob supervisão. Essas contas incluem controles para limitar contatos e restringir certos recursos. A implementação começará de forma gradual nos próximos meses.
A Meta anunciou a introdução de contas geridas por pais no WhatsApp, destinadas a permitir um uso mais seguro para jovens menores de 13 anos. Pais ou responsáveis podem vincular seu telefone ao dispositivo da criança colocando-os lado a lado, concedendo controle sobre quem pode contatar a criança e quais grupos ela pode ingressar. Os contatos são limitados a mensagens e chamadas, excluindo recursos como Canais, compartilhamento de localização e integração com o Meta AI. Por padrão, apenas contatos salvos podem enviar mensagens para a conta gerida. Pedidos de mensagem de contatos desconhecidos aparecem primeiro para o pai, que deve aprovar adesões a grupos ou convites de estranhos. Essas notificações garantem a supervisão parental, e as contas são protegidas por um PIN, com configurações de privacidade ajustáveis apenas pelo adulto gerenciador a partir de seu dispositivo. Todas as conversas nessas contas se beneficiam da criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, mantendo a privacidade contra acesso externo. A Meta não especificou uma idade mínima para essas contas, mas planeja uma implementação gradual nos próximos meses. Instruções de configuração passo a passo estão disponíveis para os usuários. Essa medida se baseia nos recentes esforços da Meta para aprimorar os controles parentais em suas plataformas. Em setembro, a empresa lançou contas para adolescentes de 13 a 15 anos no Facebook e Messenger, permitindo que os pais revisem pedidos e apliquem opções de privacidade mais rigorosas. Um ano antes, contas para menores de 16 anos se tornaram obrigatórias no Instagram com proteções semelhantes. No início de 2026, a Meta interrompeu temporariamente as interações de adolescentes com seus personagens de chatbot de IA após relatos de conversas inadequadas com menores. Esses desenvolvimentos refletem o foco contínuo da Meta na segurança infantil em meio ao crescente escrutínio sobre o impacto das redes sociais em jovens usuários.