O Índice de Perceção da Corrupção da Transparency International mostra que apenas a República Dominicana e o Guyana melhoraram significativamente desde 2012, enquanto 12 dos 33 países da região regrediram. A pontuação média nas Américas é de 42 em 100, sinalizando estagnação nos esforços anticorrupção. Nações como México, Brasil e Colômbia estão entre as afetadas por este declínio.
O Índice de Perceção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparency International, avalia 182 países e territórios com base nos níveis percebidos de corrupção no setor público, numa escala de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito limpo). Nas Américas, a pontuação média é de 42 pontos, sem progresso significativo na região. Desde 2012, apenas dois países mostraram melhorias notáveis: a República Dominicana com 37 pontos e o Guyana com 40. Em contrapartida, 12 dos 33 países deterioraram-se substancialmente. O relatório observa que anos de inação governamental corroeram a democracia e facilitaram o crime organizado transnacional, prejudicando diretamente as populações. Nações como México (27 pontos), Brasil (35) e Colômbia (37) sofreram declínios que minam a paz e fomentam a impunidade. Costa Rica (56), Uruguai (73) e Canadá (75) classificam-se como as democracias mais fortes da região. No outro extremo, Venezuela, Nicarágua e Haiti lidam com alta violência, insegurança, repressão, instituições falhadas e corrupção estrutural. Os Estados Unidos registaram a sua pontuação mais baixa de sempre de 64 pontos, continuando uma tendência descendente. Luciana Torchiaro, consultora regional para a América Latina e o Caribe da Transparency International, afirmou: «Para melhorar a vida das pessoas e construir resiliência contra o crime organizado, os governos devem priorizar os esforços anticorrupção nas suas agendas. Isso requer proteger liberdades fundamentais, fortalecer a transparência na contratação pública e fazer cumprir a lei através de um poder judicial forte e independente. Combater a corrupção também significa aprimorar a cooperação internacional para investigar e sancionar casos transnacionais e fechar lacunas legais que permitem que dinheiro ilícito atravesse fronteiras.» O relatório apela a ações concretas para reverter esta tendência regional.