Um atentador suicida atacou uma mesquita xiita na capital paquistanesa Islamabad na sexta-feira, matando pelo menos 31 pessoas e ferindo mais de 170 outras. A explosão ocorreu depois de o atacante abrir fogo nos portões e ser confrontado pelos guardas. Autoridades descreveram-no como o incidente mais mortal desse tipo na cidade em mais de uma década.
O ataque ocorreu no complexo Imambargah Khadija Tul Kubra nos arredores de Islamabad. O bombista, que tinha histórico de viagens ao Afeganistão, abriu fogo na entrada antes de detonar explosivos ao entrar na mesquita. O ministro da Defesa Khawaja Asif declarou no X que o homem 'se explodiu na última fila de fiéis'.Imagens da cena mostravam corpos ensanguentados no chão acarpetado, entre estilhaços de vidro, detritos e fiéis em pânico. Muitos feridos jaziam nos jardins do complexo enquanto espectadores pediam ajuda. A explosão marcou o assalto mais letal a um local religioso em Islamabad em mais de dez anos.Asif culpou a Índia vizinha pelo patrocínio do ataque, mas não apresentou provas. Nova Deli não respondeu, tendo rejeitado anteriormente alegações paquistanesas semelhantes de apoio a militantes.No Pakistan Institute of Medical Sciences, principal hospital público de Islamabad, parentes se aglomeravam ansiosamente do lado de fora, aguardando notícias de entes queridos ou reclamando corpos. Sarfraz Shah, 46 anos, relatou sua experiência aos repórteres: 'Ouvi os tiros e estava tentando entender o que havia acontecido quando houve uma explosão enorme. Jogou as pessoas para todos os lados. Havia fumaça. Ninguém sabia o que tinha acontecido. Então havia sangue por toda parte.' Shah havia ido rezar com seu irmão Manzar Shah, 39 anos, que morreu na explosão.O incidente ocorreu durante as orações de sexta-feira, um momento em que as mesquitas costumam estar lotadas de fiéis.