O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou em um jantar com empresários na Faria Lima, em São Paulo, na noite de 23 de fevereiro de 2026, que não há espaço para uma terceira via nas eleições presidenciais de 2026, prevendo um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ao lado do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, ele defendeu a união da direita no primeiro turno e criticou erros da campanha de 2022. Os líderes também prometeram barrar um projeto trabalhista na Câmara.
Jantar com empresários marca críticas à terceira via
Em um evento com empresários do Grupo Esfera, na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, na noite de 23 de fevereiro de 2026, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e afirmou que não há espaço para uma terceira via nas eleições presidenciais de 2026. Ao lado de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, Valdemar disse: "Não há possibilidade de ter dois candidatos no segundo turno que não sejam [o presidente] Lula [do PT] e o [senador] Flávio Bolsonaro [PL]".
Valdemar defendeu a união da direita no primeiro turno para evitar um segundo turno prolongado. Ele duvidou da capacidade do PSD de lançar candidatos viáveis, como o governador Ratinho Jr., Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite, citando fraquezas regionais. Além disso, criticou Kassab por não ter se candidatado a vice de Tarcísio de Freitas em 2022 para o governo de São Paulo, e sugeriu que o PSD poderia apoiar Lula em um eventual segundo turno devido a três ministérios ocupados pela sigla.
Sobre a chapa de reeleição de Tarcísio em São Paulo, Valdemar defendeu que o PL ocupe a vaga de vice, alegando ter a maior bancada na Assembleia Legislativa. Ele lamentou o bloqueio de US$ 1,6 milhão do vice-governador Felício Ramuth (PSD) em Andorra por suspeita de lavagem de dinheiro, o que poderia enfraquecer a posição do PSD.
Valdemar também apontou erros na campanha de Jair Bolsonaro em 2022, como a escolha de Walter Braga Netto como vice, que "não dava um voto", em vez de Tereza Cristina, que agregaria votos no Centro-Oeste e entre mulheres. Ele enfatizou não repetir perdas de votos em estados como Ceará e Mato Grosso, e retratou Flávio Bolsonaro como uma versão moderada do pai, sem "destemperos", capaz de um governo melhor.
Rueda reforçou que Flávio e Lula estão consolidados, e a eleição será decidida por quem errar menos. Ele elogiou o tom "leve" da campanha de Flávio, que busca unir o país. Os líderes prometeram negociar com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para barrar na CCJ a PEC que acaba com a escala 6x1, chamando-a de "bomba" econômica que geraria inflação.
Valdemar minimizou ações judiciais por propaganda antecipada envolvendo um desfile de escola de samba que elogiou Lula, chamando o processo de "absurdo" que só resulta em multas.