O presidente Gustavo Petro alertou durante uma reunião do Conselho de Ministros sobre possíveis faltas de alimentos em áreas afetadas por inundações decorrentes de chuvas intensificadas. Ele afirmou que a situação se prolongará e poderá se espalhar para outras regiões, afetando a produção agrícola além de junho. Ele pediu medidas por decreto de emergência para impulsionar a produção e regular custos como aluguéis de terras.
Durante a sessão em curso do Conselho de Ministros que aborda a emergência nacional pelas chuvas intensificadas, o presidente Gustavo Petro descreveu a situação como prolongada, afetando até outras regiões. Ele explicou que de março a junho chega a estação chuvosa normal, podendo causar mais inundações, e após junho, o verão deixará os territórios com níveis freáticos altos, dificultando o cultivo e impactando o fornecimento de alimentos. Petro alertou o Banco de la República contra causar aumentos nos preços dos alimentos que precisem de mitigação, pois esses poderiam começar nas regiões em crise e se espalhar, aumentando a fome ali. Ele reiterou que os preços dos alimentos podem subir enquanto a demanda cresce devido à necessidade de nutrição da população. Diante desse risco de faltas, o presidente enfatizou que os decretos da Emergência Econômica, Social e Ecológica devem incluir medidas para impulsionar a produção agrícola nessas áreas. Especificamente, ele observou que produtos como arroz não podem competir com países como os Estados Unidos devido a altos custos de produção impulsionados por aluguéis de terras caros dos proprietários. Ele apontou que na Costa Caribe existe uma forma de feudalismo em que proprietários ilegítimos de terras tomadas de áreas úmidas as alugam a camponeses, forçando-os a vender alimentos a preços mais altos para cobrir os pagamentos. Portanto, pediu ao ministro da Fazenda, Germán Ávila, para regular esses custos de aluguel nos decretos e estabelecer linhas de crédito a 0% de juros, financiadas pelo governo com recursos do orçamento nacional. O presidente lembrou que as altas taxas de juros do Banco de la República prejudicam a economia e propôs usar fundos de compensação para fornecer empréstimos a 0% por meio de entidades como Finagro, Banco Agrario e Bancoldex, destinados a pequenos e médios produtores. Ele também chamou os produtores em áreas não inundadas a aumentar a produção ali, insistindo que as taxas de juros para essas zonas devem ser de 0% para compensar desvantagens competitivas.