Andriy Shevchenko, presidente da Federação Ucraniana de Futebol, afirmou que o Conselho da FIFA não está atualmente a considerar o regresso das seleções russas às competições internacionais em meio à guerra na Ucrânia. Anunciou planos para se reunir com o presidente da FIFA Gianni Infantino para reafirmar a firme oposição da Ucrânia. Shevchenko sublinhou o forte apoio de outras associações, garantindo que a questão fica fora de cima da mesa por agora.
Numa conferência de imprensa a 9 de fevereiro de 2026 na Casa do Futebol de Kiev, Andriy Shevchenko, presidente da Federação Ucraniana de Futebol (UAF), abordou os recentes comentários do presidente da FIFA Gianni Infantino sobre a possível readmissão de equipas russas no futebol internacional. Shevchenko começou por destacar a reação imediata da UAF à entrevista de Infantino, onde o líder da FIFA sugeriu levantar a proibição à participação russa. 'Quero começar pela principal notícia da semana. Trata-se da entrevista do presidente da FIFA Gianni Infantino sobre a possível admissão de russos no futebol. A UAF reagiu imediatamente. Todos viram o nosso comunicado. Expressámos claramente a nossa posição, que permanece inalterada – enquanto a guerra durar, somos categoricamente contra o regresso dos russos ao futebol', disse Shevchenko. Referiu comunicações em curso com representantes da FIFA em vários níveis, confirmando que o Conselho da FIFA não está a deliberar sobre o regresso da Rússia – ponto ecoado pela comunicação social europeia. Shevchenko planeia reunir-se pessoalmente com Infantino para fornecer informações detalhadas sobre a guerra na Ucrânia e reforçar a posição da UAF. 'Colegas de várias associações apoiam-nos. Enquanto este apoio se mantiver unido, o regresso dos russos às competições não é considerado', acrescentou. Infantino argumentara numa entrevista à Sky News que a suspensão 'não alcançou nada, só criou mais frustração e ódio', propondo permitir que equipas juvenis russas joguem na Europa para fomentar a unidade. As suas declarações provocaram críticas acesas de responsáveis ucranianos, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros Andriy Sybiha, que destacou que quase 700 crianças ucranianas foram mortas pela Rússia e já não podem jogar futebol. A Comissão Europeia condenou o apelo, tal como figuras como a lenda do hóquei checo Dominik Hašek e líderes desportivos ucranianos. Para além da questão internacional, Shevchenko discutiu assuntos internos, como o desafio a quotas discriminatórias para jogadores ucranianos na Europa ao abrigo de acordos da UE, com resultados positivos de Espanha, França, Países Baixos e Alemanha. Anunciou também novos regulamentos que garantem compensação direta a treinadores de jovens, reconhecendo o seu papel no desenvolvimento de talentos. A posição da UAF sublinha a interseção entre desporto e geopolítica, com a Ucrânia a insistir na manutenção das sanções até ao fim da guerra.