Alejandro 'Alito' Moreno, líder do PRI, defendeu a colaboração com os Estados Unidos para combater os cartéis do crime organizado, afirmando que isso não viola a soberania nacional. Ele criticou o governo de Claudia Sheinbaum por rejeitar o apoio dos EUA sob pretexto ideológico. Em entrevista de 19 de janeiro, enfatizou a necessidade de cooperação bilateral para enfrentar a crise de violência do país.
Alejandro 'Alito' Moreno, líder nacional do Partido Revolucionário Institucional (PRI), manifestou apoio à intervenção da administração de Donald Trump em operações contra cartéis mexicanos, durante entrevista em 19 de janeiro com Ciro Gómez Leyva. 'Isso não viola a soberania. É uma narrativa falsa e mentirosa que não tem nada a ver com a realidade', declarou Moreno, referindo-se às críticas do atual governo. Moreno argumentou que a rejeição do governo de Claudia Sheinbaum à ajuda dos EUA se baseia numa 'narrativa de soberania que ninguém entende', apesar da grave crise de violência no México. 'Precisamos combater os cartéis, enfrentá-los e destruí-los porque eles estão destruindo o nosso país, e para isso precisamos de colaboração com os Estados Unidos', afirmou. Destacou as capacidades dos Estados Unidos como principal potência militar e econômica mundial, com inteligência e equipamento para enfrentar o crime organizado. 'Se tiverem de vir para treinar, treinar-se ou colaborar, que venham e trabalhemos juntos, porque juntos resolveremos a questão de combater e acabar com os cartéis do crime organizado', propôs. O líder do PRI recordou que a cooperação em segurança entre México e Estados Unidos existe historicamente em níveis estadual e nacional. Durante o seu mandato como governador, enviou pessoal de segurança ao exterior para formação e participou em trocas de informações de inteligência. Questionou a abordagem ideológica de Sheinbaum: 'Acreditam que a ideologia vai resolver a insegurança? Que o povo do México come ideologia? Que a ideologia vai resolver problemas médicos?'. Moreno notou que os Estados Unidos ofereceram publicamente apoio em segurança, mas o governo mexicano rejeitou-o. 'O que todos os mexicanos querem é que a questão da segurança seja resolvida, que as famílias sejam protegidas, e isso só se alcançará através de cooperação e colaboração', concluiu.