A inflação anual em Neiva atingiu 4,60 % em novembro de 2025, superando os 4,28 % do mesmo período em 2024, segundo o Dane. Este aumento espelha a tendência nacional, embora a cidade permaneça abaixo da média nacional. Especialistas pedem cautela nos ajustes salariais diante desta pressão inflacionária.
O Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane) informou que, em novembro de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em Neiva registra um aumento anual de 4,60 %, acima dos 4,28 % de um ano atrás. Este aumento indica uma aceleração nos preços de bens e serviços usados pelos neivanos, semelhante ao cenário nacional, onde o IPC anual está em 5,30 %, comparado a 5,20 % anteriormente.
Entre as 12 categorias analisadas, os maiores aumentos ocorrem em educação, bebidas alcoólicas e tabaco, restaurantes e hotéis, e alimentos e bebidas não alcoólicas. Apenas recreação e cultura apresenta variação negativa, com preços crescendo a uma taxa mais lenta que no ano passado. Apesar do aumento, a inflação em Neiva permanece abaixo da média nacional, sinalizando uma aceleração mais moderada nos custos de vida locais.
Nacionalmente, a Colômbia tem enfrentado mais de quatro anos de inflação acima da meta de 3 %. O Banco da República elevou as taxas de juros para contê-la, com apenas um corte este ano, levando a taxa de intervenção a 9,25 %. Previsões de especialistas erraram ao antecipar uma desaceleração, e alguns preveem que 2025 termine com taxas iguais ou superiores às de 2024, que a Anif chamou de “ano perdido” para o controle da inflação.
Nas discussões sobre o salário mínimo, María Claudia Lacouture, presidente da AmCham Colômbia, alertou: “um aumento desproporcional do salário mínimo geraria maiores pressões de custo, afetando o crescimento e o emprego.” Jackeline Piraján, economista do DAVIbank, observou: “há grande incerteza sobre se a Colômbia poderia ou não alcançar a faixa-alvo do Banco Central em 2026,” enfatizando que aumentos salariais além da inflação mais produtividade podem adiar a meta. As negociações na mesa de concertação retomam na próxima semana, com líderes empresariais se opondo ao ajuste de dois dígitos buscado pelos trabalhadores.