O Banco Interamericano de Desenvolvimento negou ter destinado US$ 60 milhões para o processo de transição do governo de Abelardo de la Espriella, mas confirmou uma plataforma de cooperação técnica de US$ 63 milhões.
O BID respondeu a uma solicitação da Caracol Radio esclarecendo que não alocou novos recursos para financiar a transição com o governo cessante. Em uma carta assinada por seu representante na Colômbia, Ramiro López-Ghio, a entidade especificou que os US$ 63 milhões correspondem a operações de cooperação técnica já existentes.
O vice-presidente eleito José Manuel Restrepo explicou que a conversa entre de la Espriella e o presidente do BID, Ilan Goldfajn, estabeleceu um roteiro de trabalho para apoiar a formulação do Plano Nacional de Desenvolvimento e projetos estratégicos. Esses recursos são não reembolsáveis e não aumentarão a dívida externa da Colômbia.
A partir de 29 de julho, uma missão técnica liderada por Anabel González, vice-presidente de Países e Integração Regional do BID, começará a estruturar as operações em conjunto com delegados do governo eleito. Goldfajn afirmou que essa cooperação busca permitir que a Colômbia atue desde o primeiro dia sem perder tempo.