O Bitcoin subiu acima de US$ 72.000 em 4 de março de 2026, marcando seu nível mais alto em quase um mês em meio ao apoio do presidente Trump à Clarity Act, um projeto de lei chave para a estrutura do mercado de criptomoedas. O rali, que registrou ganhos de cerca de 6% a 8% em 24 horas, foi impulsionado por uma queda no mercado de ações sul-coreano e liquidações de posições curtas totalizando US$ 110 milhões. Outras principais criptomoedas, como Ethereum e XRP, também subiram, elevando a capitalização total do mercado para mais de US$ 2,4 trilhões.
O Bitcoin atingiu US$ 72.852 durante a sessão de negociação em 4 de março de 2026, alta de mais de 6% nas últimas 24 horas, segundo dados da CoinDesk. Essa alta veio após o apoio público do presidente Donald Trump à Clarity Act, que visa estabelecer uma estrutura para ativos digitais, incluindo stablecoins. Em uma postagem em rede social, Trump criticou os bancos por minarem a legislação, afirmando: “The Genius Act está sendo ameaçada e minada pelos Bancos, e isso é inaceitável.” Ele instou os credores a chegarem a um acordo com a indústria de cripto no interesse dos americanos. O rali coincidiu com uma queda de 20% no índice Kospi da Coreia do Sul em duas sessões de negociação, após uma alta de 180% desde abril de 2025, impulsionada por ações relacionadas a IA. Analistas observaram que traders de varejo sul-coreanos, conhecidos por rotacionarem entre mercados especulativos, pareciam estar transferindo fundos de volta para cripto, com volumes de negociação em alta, mas o prêmio kimchi permanecendo modesto, próximo de 1%. As liquidações de posições curtas amplificaram o movimento, quando o Bitcoin rompeu o nível de resistência de US$ 70.000, forçando o fechamento de US$ 110 milhões em posições curtas e acionando ordens de compra. Dados on-chain da CryptoQuant mostraram entradas nas exchanges caindo para 28.235 BTC, indicando redução da pressão vendedora de grandes detentores. Fatores macroeconômicos incluíram uma correlação de 63% com o S&P 500 e comentários de um oficial do Federal Reserve sobre a possibilidade de pausar aumentos nas taxas de juros, aliviando o sentimento de risco. Ações relacionadas a cripto rebateram com força: Coinbase (COIN) subiu 12% para mais de US$ 200, MicroStrategy (MSTR) ganhou quase 9%, e mineradoras como Bitfarms (BITF) e Hut 8 (HUT) avançaram 6%-10%. O Ethereum subiu para US$ 2.064, alta de 5,7%, enquanto o XRP negociava próximo de US$ 1,40, alta de 4,2%, e o Solana atingiu US$ 90, alta de 7,7%. O Índice CoinDesk 20 mais amplo subiu mais de 5%, para 2.025 pontos. O Bitcoin demonstrou resiliência em meio a tensões crescentes no Oriente Médio, mantendo suporte em torno de US$ 65.000 desde que o conflito se intensificou, ao contrário do ouro, que recuou de US$ 5.400 por onça, e das ações asiáticas, que caíram com o aumento dos custos de energia. Os ETFs spot de Bitcoin dos EUA registraram entradas líquidas de US$ 225 milhões em 3 de março. A criptomoeda permanece 43% abaixo de sua máxima histórica de US$ 126.198, de 7 de outubro de 2025. O debate sobre a Clarity Act centra-se em stablecoins com rendimento, com bancos alertando para perdas potenciais de US$ 6,6 trilhões em depósitos. O CEO da JPMorgan, Jamie Dimon, defendeu uma regulação igualitária, dizendo: “Não pode ser assim, vocês têm essas pessoas fazendo uma coisa sem qualquer regulação, e essas pessoas fazendo outra.” Defensores de cripto, incluindo Patrick Witt, do Conselho de Conselheiros do Presidente para Ativos Digitais, argumentaram que stablecoins lastreadas em Treasuries diferem de depósitos e não exigem regras semelhantes às dos bancos.