Bndes anuncia investimento recorde de R$ 7 bilhões em florestas brasileiras

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um investimento recorde de R$ 7 bilhões em florestas brasileiras desde 2023, durante a Cúpula de Líderes da COP30 em Belém. O montante, o maior da história do banco no setor florestal, financia a plantação de cerca de 280 milhões de árvores e a captura de 54 milhões de toneladas de CO2. A iniciativa combina recursos reembolsáveis e não reembolsáveis para conservação e restauração.

Na quinta-feira, 6 de novembro de 2025, durante a Cúpula de Líderes que antecede a COP30 em Belém (PA), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, revelou que o banco investiu R$ 7 bilhões em florestas brasileiras nos últimos dois anos, desde 2023. Esse valor representa o plantio de aproximadamente 280 milhões de árvores, a recuperação de 168 mil hectares, a geração de 70 mil empregos e a captura de 54 milhões de toneladas de CO2 equivalente, equivalente a três anos sem carros em circulação em São Paulo, segundo o banco.

O investimento, o maior da história do BNDES no setor florestal, resulta de uma combinação de instrumentos como crédito, garantias, concessões e apoio produtivo, incluindo recursos reembolsáveis e não reembolsáveis. Em 2023, durante a COP28, o banco prometeu mobilizar R$ 1 bilhão para reflorestamento; agora, alcançou cerca de R$ 7 bilhões. Entre as iniciativas, destaca-se o Arco de Restauração na Amazônia, que visa injetar R$ 200 bilhões para restaurar 24 milhões de hectares na região do arco do desmatamento, abrangendo Maranhão, sul do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre. Nesse programa, foram mobilizados R$ 2,4 bilhões em menos de dois anos para recomposição florestal. Integrado a ele, o programa Restaura Amazônia direcionou R$ 500 milhões em recursos não reembolsáveis — R$ 450 milhões do Fundo Amazônia e R$ 50 milhões da Petrobras — para sistemas agroflorestais e restauração em terras indígenas, assentamentos e unidades de conservação.

O BNDES também lançou recentemente a plataforma Florestas, que organiza e dá transparência às ações do banco, incluindo operações de crédito do Fundo Clima, investimentos em restauração ecológica e produtiva, e programas de inovação tecnológica. Além disso, criou a linha BNDES Florestas Crédito, focada no reflorestamento de matas nativas e agroflorestais.

"Na COP28, prometemos mobilizar R$ 1 bilhão para esse programa. Hoje já alcançamos cerca de R$ 7 bilhões para reflorestamento, o que representa o plantio de 283 milhões de árvores e a captura de 54 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera", disse Mercadante. Ele enfatizou: "O restauro florestal é uma solução baseada na natureza [...] que se mostrou extremamente eficiente para capturar carbono. Mas vai além disso: é uma forma de recompor a biodiversidade, gerar emprego e renda e reconstruir a vida das comunidades locais a partir da floresta". Mercadante concluiu: "O Brasil tem tudo para ser o maior polo de restauração do planeta — e quero colocar o BNDES à disposição para trocar experiência e tecnologia e para buscar mais parcerias. Além de não desmatar, temos que reconstruir a floresta brasileira".

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