O BTG Pactual protocolou pedido ao Cade para assumir o controle das ações da 2W Ecobank no complexo eólico Anemus Wind, enquanto a empresa enfrenta recuperação judicial. O projeto, localizado no Rio Grande do Norte, tem capacidade de 139 MW e foi financiado por debêntures de quase R$ 1 bilhão, com o BTG como fiador. Essa movimentação ocorre após a liquidação antecipada da dívida no ano passado.
A 2W Ecobank, em meio a dificuldades financeiras, entrou com pedido de recuperação judicial em abril de 2025, após contrair dívidas superiores a R$ 2 bilhões para financiar projetos eólicos como Anemus Wind e Kairós Wind. A expansão começou em 2020, mas uma crise no setor eólico brasileiro em 2024 agravou a situação da companhia.
O complexo Anemus Wind compreende três parques eólicos em uma área de 3,7 mil hectares no Rio Grande do Norte, com capacidade instalada de cerca de 139 megawatts. Para sua construção, foram emitidas debêntures conversíveis em ações totalizando quase R$ 1 bilhão, garantidas pelo BTG Pactual e pelo Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro.
Em outubro de 2024, diante dos problemas da 2W, as instituições financeiras liquidaram antecipadamente as debêntures em favor dos debenturistas e assumiram a dívida. No mês anterior à publicação da notícia, em outubro de 2025, a assembleia de credores aprovou o plano de recuperação judicial por todas as classes, exceto os quirografários, sem garantias. O BTG, que integrou a classe aprovadora, agora busca exercer a garantia de alienação fiduciária sobre as ações do Anemus Wind para obter o controle acionário.
O banco, com operações no setor elétrico, protocolou o pedido ao Cade, mas não comentou o assunto quando consultado. Essa iniciativa pode alterar o rumo do projeto em recuperação.