Empresas chinesas lançaram modelos avançados de IA que rivalizam com as ofertas dos EUA, mas os mais recentes provocaram pouco do pânico de mercado visto anteriormente. O R1 da DeepSeek, em janeiro de 2025, desencadeou uma liquidação de um trilhão de dólares nas ações de tecnologia dos EUA, mas o GLM-5.2 da Z.ai, no mês passado, não o fez. A mudança reflete o papel crescente da China na IA de código aberto.
Quando a DeepSeek lançou seu modelo de código aberto R1 em janeiro de 2025, foi relatado que ele igualava os principais sistemas dos EUA, permanecendo gratuito para download. Legisladores dos EUA propuseram rapidamente proibições em dispositivos governamentais.
A Z.ai seguiu com o GLM-5.2 no mês passado. O modelo foi classificado como a principal IA de código aberto pela Artificial Analysis e ficou em quinto lugar em uso no OpenRouter. Sete dos dez principais modelos da plataforma vêm agora de empresas chinesas.
Especialistas observam as abordagens contrastantes. Os desenvolvedores chineses lançam modelos para uso local sem custo. A maioria das empresas dos EUA mantém os modelos na nuvem e cobra pelo acesso. Serge Belongie, da Universidade de Copenhague, disse que as empresas chinesas estão tentando pressionar os laboratórios ocidentais por meio de lançamentos agressivos de código aberto.
Mikhail Belkin, da Universidade da Califórnia em San Diego, observou que os modelos chineses igualam o desempenho dos EUA de seis a nove meses atrás e oferecem maior estabilidade. Philip Torr, da Universidade de Oxford, alertou que os controles de exportação dos EUA poderiam levar a China a construir ecossistemas independentes.