A Guarda Civil da Espanha está investigando a morte de uma menina de três anos, supostamente assassinada pelo pai, de 40 anos, em uma casa em Torrevieja (Alicante), seguida pelo suicídio dele. A mãe alertou a polícia após não conseguir contato com eles. As autoridades consideram o caso como um possível exemplo de violência vicária.
Os corpos sem vida de um homem de 40 anos e sua filha de três anos foram encontrados nas primeiras horas de 21 de março de 2026, em uma casa no condomínio Los Naranjos, em Torrevieja, Alicante. Agentes da Guarda Civil responderam após a mãe, de 36 anos, da cidade vizinha de Albatera, relatar que não conseguia entrar em contato com o ex-companheiro e que temia pela segurança da filha, com quem detinha guarda compartilhada. O casal estava divorciado há dois anos. Fontes próximas à investigação apontam que a mãe relatou abusos e ameaças anteriores feitas pelo pai, que dizia que faria mal à criança caso ela iniciasse outro relacionamento, embora não constem queixas formais no sistema Viogen ou registros prévios de violência de gênero. Ambos possuíam histórico de relacionamentos que envolveram episódios de violência doméstica. Os corpos foram descobertos na garagem da residência, com evidências que sugerem homicídio seguido pelo suicídio do suposto autor. A equipe Mujer Menor (Emume) da Guarda Civil de Alicante lidera a investigação, que aponta para possível violência vicária. A mãe foi hospitalizada em estado de choque e ansiedade. Vizinhos descreveram a menina como 'um encanto, sempre sorridente' e o pai como 'reservado', observando que ele havia cercado o pátio com brinquedos infantis e câmeras. A delegada do governo, Pilar Bernabé, publicou no X: “Chocada com o assassinato de uma menor em Alicante. Terrorismo insuportável.” O prefeito de Torrevieja, Eduardo Dolón (PP), condenou o incidente, acionou os serviços sociais e convocou um minuto de silêncio. Em 2026, até o momento, 13 mulheres e dois menores foram mortos em contextos similares.