O relatório Saúde à Primeira Vista 2025 da OCDE destaca que a Colômbia cobre 99% de sua população com serviços médicos básicos, mas aponta atrasos em gastos, qualidade e recursos humanos. Apenas 46% dos colombianos estão satisfeitos com a disponibilidade de cuidados médicos de qualidade, abaixo da média de 64% da OCDE. O governo anunciou um investimento de 3,02 trilhões de dólares para fortalecer a rede de hospitais públicos.
O mais recente relatório Saúde à Primeira Vista 2025 da OCDE afirma que a Colômbia alcançou 99% de cobertura populacional com um conjunto básico de serviços médicos. No entanto, o país permanece abaixo da média da organização em indicadores chave como qualidade e satisfação. De acordo com o documento, apenas 46% dos colombianos relataram satisfação com a disponibilidade de cuidados médicos de qualidade, em comparação com os 64% de média da OCDE. Para a vacinação infantil, 89% das crianças elegíveis receberam a dose contra difteria, tétano e coqueluche (DTP), também abaixo da média internacional.
Os gastos com saúde representam um desafio significativo: a Colômbia aloca US$ 1.877 por habitante, muito abaixo da média da OCDE de US$ 5.967 em paridade de poder de compra, equivalendo a 8,1% do PIB versus 9,3%. Além disso, faltam dados comparáveis sobre cobertura financeira, necessidades não atendidas, detecção precoce de câncer e internações hospitalares evitáveis. Em recursos humanos, há 2,5 médicos por 1.000 habitantes (vs. 3,9 da OCDE), 1,6 enfermeiras (vs. 9,2) e 18 farmacêuticos por 100.000 (vs. 86). A infraestrutura inclui 1,9 leitos hospitalares por 1.000 habitantes (vs. 4,2) e apenas seis tomógrafos, ressonâncias magnéticas e PET por milhão (vs. 51).
Quanto ao estado de saúde, a expectativa de vida é de 77,5 anos, 3,6 menos que a média da OCDE de 81,1. A mortalidade prevenível atinge 304 por 100.000 (vs. 145) e a mortalidade tratável 115 (vs. 77), embora as taxas de suicídio sejam mais baixas (6 vs. 11). A Colômbia mostra forças em hábitos: 9,8% dos adultos fumam diariamente (vs. 14,8%) e consomem 4,2 litros de álcool per capita (vs. 8,5), mas 35% praticam atividade física insuficiente (vs. 30%).
Em resposta, o Departamento Nacional de Planejamento (DNP) aprovou o Conpes 4169, que habilita US$ 3,02 trilhões para intervir em 102 locais hospitalares e equipar 13 com tecnologia biomédica. A diretora do DNP, Natalia Molina, afirmou: «Se o país tem um sistema de saúde pública insuficiente, o que devemos fazer é fortalecer sua infraestrutura, equipar e modernizar a rede.» Isso aborda desigualdades, como 290 municípios sem serviços de parto e 175 sem emergências. O relatório da OCDE alerta que a Colômbia deve investir mais em talento humano e infraestrutura para fechar lacunas.