Em uma região com mais bares do que leitores, a biblioteca comunitária 'Casa Bohemia-Refugio de libros' abriu em San Agustín, Huila, com milhares de obras literárias para promover o pensamento crítico e a troca cultural.
A biblioteca comunitária 'Casa Bohemia-Refugio de libros' abriu suas portas na sexta-feira, 23 de janeiro, em San Agustín, Huila, Colômbia. Liderada pelo antropólogo Horacio Guerrero García, que vive na área desde 1986, o projeto começou há dois anos com a compra e restauração de uma casa de bahareque do início do século XX. Ela abriga cerca de 5.000 volumes, adquiridos em livrarias ao redor do mundo ou doados por apoiadores, dispostos em prateleiras abertas para fácil acesso. A bibliotecária Ángela Abril Osorio do coletivo explica que a organização visa 'levantar questões e oferecer múltiplas possibilidades de resposta' aos visitantes, com seções como pensamento latino-americano por país e coleções de intelectuais mulheres. O espaço possui uma sala infantil, uma fanzinoteca com materiais de movimentos sociais e uma cinemateca para documentários e um futuro clube de cinema. Três áreas principais definem o local: a própria biblioteca, uma galeria de arte e espaço para artesanato local, e um ponto para experimentar cafés do sudoeste colombiano. Mais de 40 coleções abrangem literatura e ciências sociais da América Latina, Europa e Ásia. A inauguração incluiu o lançamento do livro 'El sueño de las escalinatas', de Jorge Zalamea. Especialistas como Marcos Fabián Herrera elogiam seu papel no desenvolvimento de leitores, comparando-a a bibliotecas de bairro em Bogotá e regiões como Chocó. Horacio Guerrero a chama de 'uma contribuição à arte e à cultura em homenagem ao povo do Alto Magdalena'. Esta iniciativa busca transformar o ambiente através da leitura, no contexto da história das bibliotecas de Huila, que abrange mais de 80 anos.