COP30 abre em Belém com fatura simbólica para financiamento climático

A 30ª Conferência das Partes (COP30) começou em 10 de novembro de 2025 em Belém, Brasil, apelidada de 'COP da implementação e da verdade' enquanto líderes exigem ação sobre compromissos de financiamento climático. O presidente saiente da COP29, Mukhtar Babayev, apresentou aos países doadores uma fatura simbólica para reforçar promessas passadas, incluindo a Meta de Financiamento de Baku de US$ 300 bilhões. A delegação sul-africana, liderada pelo Ministro Dion George, pressiona por accountability no financiamento para adaptação e perda e danos.

A COP30 começou em 10 de novembro de 2025 em Belém, Brasil, marcando o primeiro ciclo completo de implementação do Acordo de Paris. Líderes enfatizaram a transição de políticas aspiracionais para entrega concreta, particularmente no financiamento climático, rotulando o evento como 'COP da implementação' e 'COP da verdade'. A cerimônia de abertura contou com discursos destacando a urgência em meio a crises em curso como secas, inundações e furacões afetando regiões vulneráveis.

Mukhtar Babayev, presidente da COP29 do Azerbaijão, elevou as apostas ao apresentar uma fatura simbólica aos países doadores por financiamentos climáticos atrasados. Isso incluía dobrar o financiamento para adaptação até o final de 2025, triplicar os fundos climáticos da ONU até 2030 e cumprir a promessa anual de US$ 300 bilhões até 2035 sob a Meta de Financiamento de Baku acordada na COP29. Babayev enfatizou: 'Após negociações tão difíceis, não há mais desculpas', instando as nações desenvolvidas a liderarem sem retrocessos.

O Secretário Executivo da UNFCCC, Simon Stiell, pediu para acelerar as reduções de emissões e a construção de resiliência, notando que as renováveis agora superam os combustíveis fósseis em investimentos. Ele defendeu a implementação da Rota de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão em financiamento climático anual até 2035. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva descreveu a mudança climática como uma tragédia presente, chamando por contribuições nacionalmente determinadas ambiciosas, transferência de tecnologia e uma transição justa que aborde desigualdades.

André Corrêa do Lago, presidente da COP30, destacou o papel do multilateralismo, inspirando-se no legado de Rio 92 do Brasil. O Ministro sul-africano de Florestas, Pesca e Meio Ambiente, Dion George, liderando a delegação, co-preside as negociações de adaptação. Ele afirmou: 'É hora de o mundo agir', priorizando a meta de US$ 1,3 trilhão, o Programa de Trabalho de Belém para adaptação e a operacionalização do Fundo de Perda e Danos. George alertou: 'Adaptação é sobre construir resiliência... Sem resultados mensuráveis, não há credibilidade.'

As discussões também destacam o Fundo de Perda e Danos, estabelecido na COP28 com US$ 768 milhões prometidos, mas apenas US$ 321 milhões pagos. O negociador-chefe sul-africano, Maesela Kekana, busca espaço na agenda para a Rota de Baku a Belém, que delineia cinco frentes de ação (os 5Rs) para escalar o financiamento. Especialistas como Kgaugelo Mkumbeni do Institute for Security Studies alertam que o fracasso arrisca intensificar ameaças à segurança humana, incluindo insegurança alimentar e deslocamento em nações em desenvolvimento.

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