O Tribunal de Garantia de Chillán rejeitou o pedido do promotor de prisão preventiva para três trabalhadores acusados pelo incêndio florestal em Chillán Viejo, impondo em alternativa proibição de saída do país. O incêndio, provocado por ferramentas elétricas numa oficina mecânica, queimou cerca de 100 a 150 hectares e mantém a comuna em alerta vermelho.
O promotor Richard Urra formalizou a investigação pelo crime de incêndio florestal previsto na Lei Florestal contra Guillermo Castro Hernández, José Cuervo Fuentes e José Arellano Bustos, detidos pelo incêndio iniciado na tarde de quarta-feira no setor El Quillay de Chillán Viejo, região de Ñuble.
Segundo o Ministério Público, a emergência começou numa oficina mecânica onde os arguidos usavam ferramentas elétricas em metal, produzindo faíscas que atingiram ervados próximos e atearam o fogo. Urra citou negligência por trabalhar numa superfície combustível e ignorar os ventos fortes na zona.
A promotoria pediu prisão preventiva para os três, mas o juiz do Tribunal de Garantia de Chillán rejeitou, impondo em vez disso arraigo nacional — proibição de sair do país sem autorização. Foram fixados quatro meses para a investigação, com envolvimento do Laboratório de Criminalística dos Carabineros (Labocar).
O incêndio, que mobilizou Bombeiros e Conaf, aproxima-se de áreas povoadas e consumiu cerca de 100 hectares segundo relatórios iniciais, embora uma atualização da Conaf indique 150 hectares afetados. A comuna mantém-se em alerta vermelho decretado pela Senapred, com a Rota 5 Sul fechada no troço da ponte Nebuco.
A Conaf desplegou quatro técnicos, três brigadas, dois camiões-cisternas e uma unidade de maquinaria pesada, apoiados por bombeiros voluntários, para combater as chamas.