A Democratic Alliance apresentou uma queixa por fraude contra o vice-prefeito da Cidade de Tshwane, Eugene Modise, após um relatório forense revelar seu interesse não declarado em uma empresa que faz negócios com o município. O Congresso Nacional Africano e a ActionSA criticaram a medida, argumentando que falta evidência e que ela interrompe um processo interno em andamento. O caso destaca tensões no governo de coalizão de Tshwane.
Em 3 de dezembro de 2025, a Democratic Alliance (DA) na Cidade de Tshwane abriu um caso criminal de fraude contra o vice-prefeito e membro do Comitê do Prefeito (MMC) para Finanças, Eugene Modise. A ação decorre de um relatório de investigação forense apresentado na semana passada, que concluiu que Modise se beneficiava de forma antiética de uma empresa que atualmente faz negócios com o município devido à sua falha em declarar seu interesse.
O líder da DA em Tshwane, Cilliers Brink, anunciou o caso nas redes sociais, afirmando: «A DA abriu um caso criminal contra o vice-prefeito Eugene Modise após um relatório de investigação confirmar que ele falhou em declarar seu interesse em uma empresa que faz negócios com a Cidade de Tshwane. Enquanto o prefeito o protege, nós estamos agindo. Com a ajuda do Adv Gerrie…» O tweet ressalta a frustração da DA com o que considera uma gestão interna inadequada.
O Congresso Nacional Africano (ANC) em Tshwane condenou rapidamente a decisão da DA. O porta-voz do ANC, Bafuzi Yabo, enfatizou que um processo interno já está em andamento, iniciado por uma investigação sobre os negócios de Modise. Ele observou: «Há um processo que foi iniciado e ainda está em movimento, e o relatório resultou de uma investigação sobre os assuntos do Sr. Modise… O relatório não mencionou nada sobre corrupção ou fraude. Ele disse ao conselho: aqui está o relatório, o conselho decidiu criar um comitê ad hoc. O comitê ad hoc será multipartidário, a DA fará parte dele. Eles poderão expor suas questões nesse comitê.» Yabo argumentou que não há evidências no relatório para sustentar acusações de fraude ou corrupção, tornando o caso criminal desnecessário.
A ActionSA ecoou essa crítica, descartando a ação da DA como uma tentativa de desviar de seus próprios fracassos de governança na cidade. O presidente nacional Michael Beaumont declarou: «O conselho já tomou o passo correto de encaminhar o relatório a um comitê para consideração formal. Esse processo existe para garantir que a questão seja tratada com a seriedade que merece, de forma legal, justa e proceduralmente sólida. Somente por essa via o conselho pode chegar a conclusões credíveis e defensáveis.» A declaração da ActionSA nas redes sociais destacou a falta de evidências substanciais no relatório para acusações criminais.
O incidente reflete as tensões contínuas na coalizão de Tshwane, onde a DA detém a prefeitura, mas depende do apoio do ANC. O comitê ad hoc multipartidário agora revisará o relatório, podendo moldar as repercussões políticas.