Deputado relata ameaça para interromper investigação do INSS

O deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da CPMI do INSS, registrou boletim de ocorrência contra o correligionário Edson Araújo por ameaças recebidas via WhatsApp. As mensagens ocorreram após questionamentos na comissão sobre irregularidades na Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). Duarte solicitou proteção para si e sua família.

Na segunda-feira, durante depoimento na CPMI do INSS, Duarte Jr. questionou o presidente da CBPA, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, sobre repasses de mais de 5 milhões de reais recebidos por Edson Araújo da Federação das Colônias de Pescadores do Maranhão e valores em contas de assessores na Assembleia Legislativa. O depoente optou pelo silêncio.

No dia seguinte, terça-feira, Araújo enviou mensagens agressivas a Duarte via WhatsApp, acusando-o de querer 'aparecer' e chamando-o de 'palhaço'. Duarte rebateu que 'lugar de ladrão de aposentado, pescador e pessoas com deficiência é na cadeia' e questionou os repasses. Araújo respondeu: 'Você é um palhaço, irresponsável e imcompetente. Nunca recebi nada de aposentado, nós ainda vamos nos encontrar'. Quando confrontado se era uma ameaça, ele confirmou: 'Tô porque'. A troca terminou com Araújo dizendo: 'Você vai saber'.

As mensagens continham 'ameaça de morte', visualizadas nas dependências da Câmara, o que atribui a investigação à Polícia Legislativa Federal. Na quarta-feira, 5 de novembro, Duarte registrou o boletim de ocorrência e postou no X: 'Quando assumi a vice-presidência da CPMI do INSS, sabia que não seria fácil enfrentar criminosos poderosos e de colarinho branco que roubam de pessoas em situação de vulnerabilidade. Nas últimas horas, fui ameaçado e constrangido a interromper as investigações. Já registrei a ocorrência na Polícia Legislativa Federal e estou requerendo proteção imediata para minha família'.

Duarte também pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolta para ele e familiares no Maranhão. A CBPA é investigada na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2024, que apura descontos irregulares em benefícios do INSS entre 2019 e 2024. Edson Araújo, vice-presidente da CBPA, não respondeu a pedidos de comentário.

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