Uma divergência surgiu no Gabinete do presidente William Ruto após a secretária do Gabinete de Terras, Alice Wahome, e o secretário do Gabinete de Serviço Público, Geoffrey Ruku, discordarem sobre a dinâmica de votação de Mt Kenya antes das eleições gerais de 2027.
No dia 8 de julho, Wahome rejeitou tentativas de dividir a região de Mt Kenya entre as partes oriental e ocidental. Ela argumentou que tal política prejudica os esforços de Ruto para unir o país.
"Se agora pegarmos uma comunidade e começarmos a subdividi-la, não estaremos construindo na direção que o chefe de Estado tomou neste país, de unir a nação independentemente da região que se opôs a ele", disse Wahome.
Ruku havia afirmado um dia antes que a parte oriental de Mt Kenya não precisa de apoio da parte ocidental de Mt Kenya para garantir a reeleição de Ruto. Ele disse que os cerca de dois milhões de votos da região são suficientes sem depender do apoio da comunidade Kikuyu na parte ocidental de Mt Kenya.
"Nossos dois milhões de votos são suficientes, sem pedir o voto dos Kikuyu, para garantir que William Ruto seja reeleito", disse Ruku. Ele acrescentou que líderes da parte oriental de Mt Kenya apoiariam posteriormente a candidatura presidencial do vice-presidente Kithure Kindiki.