A Pesquisa Nacional de Gênero e Corrupção do Quênia de 2025 revela que magistrados judiciais receberam o maior valor médio de propina, de 164.367 Xelins quenianos (Ksh). A Comissão de Ética e Combate à Corrupção (EACC) anunciou as descobertas. O relatório destaca variações significativas entre condados e setores públicos.
A Pesquisa Nacional de Gênero e Corrupção do Quênia de 2025, realizada pela EACC em conjunto com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, o Departamento Nacional de Estatísticas do Quênia, a Comissão Nacional de Gênero e Igualdade e a Transparência Internacional do Quênia, constatou que os oficiais de registro civil receberam a menor propina média, de 1.415 Ksh.
“Os solicitantes de serviços entrevistados relataram que a maior propina média em dinheiro que pagaram foi a magistrados em tribunais, no valor de 164.367 Ksh, enquanto o menor valor médio de propina em dinheiro pago (1.415 Ksh) foi a oficiais de registro civil”, informou a pesquisa.
O condado de Kakamega liderou a lista com uma média de 79.305 Ksh, seguido por West Pokot com 16.400 Ksh, Isiolo com 13.912 Ksh, Vihiga com 12.389 Ksh e Garissa com 12.297 Ksh. Nairóbi ficou em 25º lugar com 4.223 Ksh. A média nacional subiu de 4.878 Ksh em 2024 para 6.724 Ksh em 2025.
Solicitações de certidão de nascimento apresentaram a maior frequência de suborno, com 23,0 por cento, seguidas por liberação de detenção com 19,2 por cento, serviços médicos com 12,8 por cento e carteiras de identidade nacionais com 12,3 por cento. Os cidadãos pagaram propinas principalmente para agilizar serviços (32,1 por cento), por ser a única maneira (27,8 por cento) ou para evitar problemas (12,2 por cento).