Ebrard diz que o T-MEC sobreviverá e será aperfeiçoado

Marcelo Ebrard, secretário de Economia, assegurou que o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (T-MEC) sobreviverá e que esforços estão em andamento para aperfeiçoá-lo em prol de maior equidade para o México. Em uma consulta regional na Cidade do México, Ebrard enfatizou mudanças mínimas e destacou oportunidades de investimento de sua recente visita à Ásia. A chefe de Governo da Cidade do México, Clara Brugada, propôs colaborações para uma economia focada em empregos dignos e sustentáveis.

Marcelo Ebrard participou nesta segunda-feira da consulta regional do T-MEC na Cidade do México, realizada no antigo Palácio Municipal com a chefe de Governo Clara Brugada. O secretário de Economia afirmou que o tratado 'sobreviverá' e é 'aperfeiçoável', visando um quadro mais favorável para o México sem adicionar capítulos, a menos que indispensável.

Ebrard detalhou que o governo federal e o Senado estabelecerão postulados de negociação em janeiro próximo, antes da revisão de 2026. Até o momento, foram realizadas 28 consultas regionais, com mais quatro pendentes para cobrir todas as 32 entidades do país. Um tema recorrente nessas sessões é a assimetria na aplicação do tratado, como as tarifas dos EUA sob a Seção 232, os subsídios agrícolas dos EUA e o mecanismo trabalhista rápido aplicado apenas ao México.

O oficial enfatizou que o México não busca renegociar do zero, mas aperfeiçoar o acordo com mudanças mínimas para garantir equidade. 'Conseguiremos algo melhor? Em algum grau. Não podemos impor tudo o que queremos, mas alcançaremos algo. Sem dúvida', afirmou Ebrard.

No contexto de sua recente visita à Coreia do Sul e participação no fórum da APEC, Ebrard destacou uma 'gigantesca oportunidade' para o México em investimentos impulsionados pelo nearshoring e laços com a Ásia. O México foi designado anfitrião da Cúpula de Líderes da APEC 2028 por decisão unânime, refletindo a confiança no país como plataforma para produção e exportação para a América do Norte. Ele exemplificou com o setor farmacêutico: Os EUA importam US$ 237 bilhões em medicamentos, mas o México exporta apenas US$ 1,6 bilhão, em comparação com US$ 49 bilhões da Irlanda.

Por sua parte, Clara Brugada expressou disposição para construir propostas conjuntas com o governo federal, focadas em uma economia que gere empregos dignos, bem remunerados e com empresas comprometidas com o meio ambiente. Ela propôs uma reunião entre universidades públicas e privadas para discutir as necessidades econômicas da Cidade do México e do país.

Ebrard enfatizou a necessidade de preparação por meio de modernização educacional, digital e produtiva para capitalizar essas oportunidades, identificando mais de 70 setores com alto potencial, como semicondutores e manufatura avançada.

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