Nemesio Oseguera Cervantes, alias 'El Mencho', líder do Cártel Jalisco Nueva Generación, morreu em 22 de fevereiro de 2026, durante uma operação militar em Tapalpa, Jalisco, após ser ferido em confronto. O incidente desencadeou uma onda de violência com narcobloqueios e queima de veículos em vários estados. Autoridades mexicanas e americanas destacaram a cooperação de inteligência que possibilitou a ação.
Em 22 de fevereiro de 2026, forças de elite do Exército mexicano localizaram Nemesio Oseguera Cervantes, 'El Mencho', em uma cabana em Tapalpa, Jalisco, rastreando um associado de confiança de uma de suas parceiras românticas. A operação, planejada desde 21 de fevereiro, resultou em um confronto armado no qual Oseguera ficou gravemente ferido e morreu durante o traslado em helicóptero para um hospital na Cidade do México. Os mortos incluíram 25 membros da Guardia Nacional (24 homens e uma mulher), um custodiante de prisão e um funcionário da promotoria estadual de Jalisco, segundo o Congresso de Tabasco. Autoridades relataram cerca de 30 membros do CJNG mortos, incluindo Rubén Guerrero Valadez, alias 'El R1' ou 'El Láminas', filho de Heraclio Guerrero Martínez, 'Tío Lako', operador chave na fronteira Jalisco-Michoacán. A morte de 'El Mencho' provocou narcobloqueios e ataques em Jalisco, Michoacán, Nayarit e outros estados, afetando civis como um grupo de 15 turistas idosos cujo ônibus foi ateado fogo por supostos sicários do CJNG na rodovia Guadalajara-Puerto Vallarta. O cantor regional mexicano Francisco 'Gallo' Elizalde ficou retido por 28 horas em uma estrada, ouvindo tiros próximos. Na cabana de Tapalpa foram encontrados medicamentos como Antiflu-Des, Tempra, Tationil Plus, Pepsane, Flanax e Night-Z, indicando problemas de saúde do líder criminoso, incluindo possível insuficiência renal. A família de Oseguera retirou o corpo na Fiscalía General de la República (FGR). O prefeito de Tapalpa, Antonio Morales Díaz, afirmou que a tranquilidade retorna ao município turístico. A presidente Claudia Sheinbaum revelou ligação com Donald Trump, que indagou sobre a situação, e enfatizou que a operação foi mexicana com apoio de inteligência dos EUA. A senadora Lilly Téllez acusou pressão dos EUA para agir, sugerindo que a morte visava calar declarações. Os Estados Unidos elogiaram a cooperação, destacando apreensões de quase duas toneladas de metanfetamina e 53 kg de fentanil.