Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba, prestou homenagem à Batalha de Quifangondo durante sua visita oficial a Angola, marcando o 50º aniversário das relações diplomáticas entre as duas nações. Ele enfatizou os laços profundos forjados na luta contra o colonialismo e o imperialismo. A visita inclui reuniões para fortalecer a cooperação bilateral.
Em Quifangondo, Angola, Esteban Lazo Hernández iniciou o quarto dia de sua visita oficial com uma homenagem aos patriotas angolanos e aos internacionalistas cubanos que lutaram juntos na Batalha de Quifangondo contra o colonialismo, o apartheid e o imperialismo, pela independência e soberania de Angola. Acompanhado por Heróis da República de Cuba, como o general de corpo de exército Joaquín Quintas Solá, vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias, e o major-general Ramón Pardo Guerra, Lazo recordou as palavras do general de exército Raúl Castro Ruz: «Angola é uma página brilhante, limpa, honrosa e transparente na história da solidariedade entre os povos, na história do internacionalismo, na história da contribuição do povo cubano à causa da liberdade e do aprimoramento humano. Angola é também, por todas essas razões, um marco na própria história de Cuba».
Ao assinar o livro de visitantes no monumento à batalha, Lazo participou do evento principal pelo 50º aniversário das relações diplomáticas, estabelecidas quatro dias após a independência de Angola em 11 de novembro de 1975. Em seu discurso, ele afirmou: «É uma grande honra dirigir-me a vocês, em nome do Governo e do povo de Cuba, por ocasião do 50º aniversário do estabelecimento de nossas relações diplomáticas bilaterais. Estabelecemos esses laços diplomáticos estreitos há meio século, quando em Quifangondo, nos planaltos de Ebo e no território estreito de Cabinda, compartilhamos trincheiras para impedir que a independência tão aguardada de Angola fosse frustrada por forças invasoras a serviço do imperialismo».
O evento contou com a presença do general Francisco Pereira Furtado, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente de Angola, e Américo Cuononoca, primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional. Lazo destacou o legado africano em Cuba, citando o Comandante-em-Chefe Fidel Castro: «Sem a África, sem seus filhos e filhas, sem sua cultura e costumes, sem suas línguas e seus deuses, Cuba não seria o que é hoje». Ele agradeceu ao presidente João Manuel Gonçalves Lourenço pela condecoração de 6 de novembro a Fidel e Raúl Castro com a Medalha do 50º Aniversário da Independência Nacional em sua classe mais alta, 'Honra'.
Lazo concluiu: «Cubanos e angolanos são irmãos por sangue, sonhos e esperanças. Os laços entre nossos líderes históricos, Agostinho Neto e Fidel Castro, refletiam essa conexão única, que perdurará sempre». Furtado declarou: «As relações de amizade e solidariedade de Cuba com Angola nasceram em um contexto de luta e estão intrinsecamente ligadas pela nossa história compartilhada de luta pela liberdade, e pelos laços de solidariedade e irmandade internacionalista forjados entre nossos povos».
Durante o dia, Lazo reuniu-se com Adão Francisco Correia de Almeida, nomeado em 13 de novembro pelo Comitê Político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) como presidente da Assembleia Nacional, a ser aprovado no dia 17. Ele também discutiu com Mara Regina da Silva Batista Domingos Quiosa, vice-presidente do MPLA, maneiras de fortalecer os laços interpartidários, interparlamentares e intergovernamentais.