O dermatologista Javier Pedraz, diretor médico da clínica Insparya, revela que a genética é a principal causa da alopecia androgenética, prevalente na Espanha. Fatores ambientais como stress e dieta podem acelerar a perda de cabelo. Espanha e República Checa estão entre os países europeus com as maiores taxas de calvície.
A Espanha ocupa um dos primeiros lugares mundiais em taxas de calvície, ocasionalmente superada pela República Checa, segundo vários estudos. O Dr. Javier Pedraz, nascido em Salamanca em 1978 e formado em medicina no Hospital La Princesa, é diretor médico da Insparya, a maior clínica de transplante capilar fundada pelo futebolista Cristiano Ronaldo. Esta rede, iniciada em Portugal e agora presente em cinco países com 15 clínicas e 400 funcionários, tratou 70.000 pacientes em seus 2.500 metros quadrados por local.
Pedraz juntou-se em 2019, deixando a medicina pública por esta iniciativa inovadora. Inicialmente cético, ficou impressionado com a sua escala. A alopecia androgenética, o tipo mais comum de perda de cabelo, provém principalmente da genética, embora stress crónico, hábitos modernos e défices nutricionais possam agravá-la. « A genética carrega a arma, e os fatores ambientais podem puxar o gatilho », afirma o especialista.
Afeta mais os homens devido à testosterona, mas perturba mais emocionalmente as mulheres por influências hormonais. Prejudica a autoestima, limitando atividades sociais como idas à praia ou encontros amorosos. Transplantes são adequados para homens; mulheres beneficiam-se de mesoterapia ou plasma rico em plaquetas, como Georgina Rodríguez.
Os procedimentos duram horas, com inchaço temporário e queda de cabelo após um mês, mas o recrescimento inicia-se no sexto mês. Custam entre 5.000 e 6.000 euros, e Pedraz alerta contra opções baratas na Turquia devido a riscos de acompanhamento como inflamações ou necrose.
Uma dieta mediterrânica equilibrada ajuda, suplementada com zinco ou biotina, embora não como tratamentos principais. O minoxidil, há 50 anos no mercado, é conhecido mas carece de comparações exaustivas. Pedraz observa que os resultados variam consoante fatores individuais, e a sua maior recompensa é testemunhar transplantes transformarem vidas.