Universidade federal licencia tecnologia de pele de tilápia para curativos

A Universidade Federal do Ceará assinou contrato com o consórcio Biotec’s para licenciar a tecnologia de pele de tilápia liofilizada usada como curativo biológico. O acordo, anunciado em 10 de novembro, concede direitos exclusivos de desenvolvimento e comercialização do produto para tratamento de queimaduras e feridas. A iniciativa baseia-se em pesquisa iniciada em 2015 e visa viabilizar a produção em até cinco anos para humanos.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) firmou contrato com o consórcio Biotec’s, formado pelas empresas Biotec Solução Ambiental Indústria e Comércio e Biotec Controle Ambiental, para o licenciamento da tecnologia de obtenção de pele de tilápia liofilizada. O material serve como curativo oclusivo e temporário para queimaduras e feridas em humanos e animais.

O desenvolvimento da metodologia começou em 2015, conduzido pelos médicos Edmar Maciel Lima Júnior e Marcelo José Borges de Miranda, em parceria com a UFC. As pesquisas utilizaram instalações do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da universidade, que validou o material para medicina regenerativa.

Pelo acordo, o consórcio terá exclusividade para uso, desenvolvimento, produção, exploração comercial e serviços relacionados, incluindo a fabricação de um kit de curativo. Caberá às empresas financiar todo o processo de industrialização, com exigências como estudos de eficácia, testes clínicos de alergenicidade e autorizações da Anvisa para uso humano e veterinário.

"O prazo máximo para início da comercialização do curativo é de cinco anos para humanos e de três anos para animais, devendo a empresa realizar a produção ou prestação de serviço em quantidade suficiente para atender à demanda do mercado. A vigência total do contrato é de 14 anos", afirma nota da UFC.

Os detentores da tecnologia são a UFC, Edmar Maciel (coordenador) e Marcelo José de Miranda (idealizador). O consórcio pagará R$ 850 mil inicialmente e 3,7% da receita líquida ao longo da vigência. A universidade inaugurou em 31 de outubro o Laboratório de Pesquisa da Pele de Tilápia, com 225 m², para continuar estudos. "Caso eventuais resultados alcançados configurarem um novo ativo intelectual, todas as partes poderão figurar como cotitulares dos direitos de propriedade. Já se o resultado for uma melhoria adicional à tecnologia, os direitos permanecerão 100% com a UFC e os outros licenciantes", diz a instituição.

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