Um incêndio no setor de inclusão da Penitenciária José Luiz Mansur, em Marília, interior de São Paulo, resultou na morte de sete detentos na tarde de 25 de novembro de 2025. Vinte e uma pessoas, incluindo funcionários, foram atendidas por intoxicação por fumaça. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) atribui o fogo a um interno que ateou fogo em seus pertences, enquanto a Polícia Militar aponta para uma briga entre detentos.
O incêndio ocorreu por volta das 17h20 na Penitenciária José Luiz Mansur, em Marília, no interior de São Paulo. De acordo com a SAP, um detento provocou o fogo ao atear chama em seus pertences no setor de inclusão, área usada para a chegada de novos presos. Policiais penais combateram as chamas inicialmente, até a chegada do Corpo de Bombeiros e do Samu, que socorreram as vítimas.
Cinco detentos morreram no local e dois no hospital, todos por inalação de gases tóxicos. Dos 21 atendidos por intoxicação, três estão intubados na Santa Casa e dois na UTI do Hospital das Clínicas de Marília; os demais não correm risco. Pelo menos sete dos feridos são funcionários do presídio. As vítimas foram levadas para o Hospital das Clínicas, Santa Casa, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Unidade de Suporte Avançado (USA).
A SAP emitiu nota lamentando o ocorrido: "A SAP lamenta profundamente o incêndio ocorrido. Ao todo, sete internos vieram a óbito em decorrência da inalação de gases tóxicos produzidos pelo incêndio proposital. A SAP instaurou procedimento para apurar o caso e está em contato com as famílias das vítimas para prestar todos os esclarecimentos necessários."
No entanto, a Polícia Militar relatou que o fogo foi causado por uma briga entre detentos, com equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), Força Tática, Bombeiros e Samu sendo acionadas. A SAP negou rebelião no local.
O prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) afirmou que a situação estava sob controle às 21h35 e que o município ajudou no atendimento: "Coube ao município ajudar no atendimento às vítimas e conseguimos atender a todos. Foram 21 atendimentos. Agora tudo está sob controle."
A penitenciária, fundada em 1989, tem capacidade para 622 detentos, mas abriga 1.080, em uma área de 13.800 m². A SAP instaurou investigação interna.