Um cruzeiro fretado para o público LGBTQ+, com cerca de 1.900 a 2.000 passageiros a bordo do Scarlet Lady da Virgin Voyages, foi impedido de realizar escalas programadas na Turquia e, posteriormente, no Egito no início de julho, segundo declarações dos organizadores e reportagens de diversos veículos de comunicação.
Autoridades turcas proibiram o Scarlet Lady de atracar em Kuşadası no dia 7 de julho, após funcionários locais publicarem uma declaração afirmando que o fretamento foi organizado por grupos "conhecidos por comportamentos que não se alinham à estrutura da nossa sociedade e aos nossos valores morais", de acordo com uma tradução para o inglês citada em reportagens internacionais.
Após os cancelamentos na Turquia, a viagem foi redirecionada para incluir Alexandria, no Egito, mas o navio teve a entrada em águas egípcias negada posteriormente e não pôde atracar no local, segundo a Atlantis Events e a Virgin Voyages. O CEO da Atlantis Events, Rich Campbell, disse que a autorização para Alexandria foi revogada de última hora; ele afirmou ao The Washington Post que a negativa ocorreu durante a aproximação do navio, nas primeiras horas da manhã, no horário local.
A Virgin Voyages informou que realizou um itinerário semelhante no ano anterior sem problemas e que a empresa estava trabalhando para organizar escalas em portos alternativos.
A artista da Broadway Patti LuPone, que estava escalada para se apresentar a bordo, criticou a decisão da Turquia nas redes sociais, escrevendo que estava furiosa, mas que continuaria na viagem, já que o navio faria escalas em outros portos.