O Google publicou na quarta-feira um código de prova de conceito para uma vulnerabilidade em seu navegador Chromium que permaneceu sem correção por 29 meses. A falha afeta o Chrome, o Microsoft Edge e outros navegadores baseados em Chromium usados por milhões de pessoas em todo o mundo. Ela permite que invasores estabeleçam conexões persistentes para monitorar a atividade do usuário e lançar ataques.
A exploração tem como alvo a interface de programação Browser Fetch, que gerencia downloads em segundo plano de arquivos grandes. Uma vez ativada, ela cria um service worker que pode reabrir conexões mesmo após reinicializações do navegador ou do dispositivo. Essa configuração permite que um dispositivo comprometido se junte a uma rede de bots limitada para redirecionar tráfego ou habilitar ataques de negação de serviço sem conceder acesso mais profundo ao sistema.