Governo rejeita proposta da Câmara para redução da escala 6x1

Ministros do governo Lula e parlamentares da base rejeitaram conjuntamente o texto sobre a proposta de redução da escala 6x1, apresentado pelo relator na Câmara. O texto diminui a carga horária semanal para 40 horas, mas mantém a possibilidade de trabalhar seis dias por semana, contrariando a proposta governamental de 5x2. Autoridades expressaram surpresa e reafirmaram o compromisso com o fim da escala 6x1 sem corte salarial.

Nesta terça-feira (2), ministros do governo Lula (PT) e parlamentares da base aliada manifestaram-se contra o texto apresentado pelo relator da Subcomissão Especial da Escala 6x1 na Câmara, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE). O documento reduz a jornada semanal para 40 horas, mas preserva a opção de o trabalhador laborar em até seis dias por semana, sem prejuízo ao repouso semanal remunerado. Isso contraria a posição do governo, que defende a transição para uma escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso.

"O trabalho será prestado em até 6 (seis) dias da semana, sem prejuízo do repouso semanal remunerado", afirma trecho do texto da subcomissão.

A redução da jornada de trabalho é uma pauta prioritária para o governo Lula, especialmente como aposta para as eleições de 2026, e tem sido reforçada em discursos e ações da gestão. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, Gleisi Hoffmann, da Relações Institucionais, e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação, anunciaram o posicionamento ao lado de aliados parlamentares.

"Nós fomos surpreendidos pelo relatório da subcomissão pelo fim da escala 6x1 e não acaba com a escala 6x1", disse Boulos a jornalistas. Ele acrescentou: "O fim da escala 6x1 sem redução de salário é uma bandeira defendida pelo governo do presidente Lula e nós vamos seguir defendendo no parlamento, na sociedade, nas ruas e dialogar com o conjunto dos parlamentares, porque é também uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira em todas as pesquisas."

O governo planeja continuar o diálogo com parlamentares para avançar na eliminação da escala 6x1, alinhada à aprovação popular da medida.

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