Seis meses antes das eleições municipais de 2026 na África do Sul, Helen Zille, da Aliança Democrática, conquistou uma liderança inicial na disputa pela prefeitura de Joanesburgo por meio de uma campanha criativa. O Congresso Nacional Africano ainda não indicou um candidato, enquanto Zille se concentra em questões de prestação de serviços. A votação está marcada para 4 de novembro de 2026.
Com as eleições municipais marcadas para 4 de novembro de 2026, a candidata da Aliança Democrática (DA), Helen Zille, iniciou sua campanha em Joanesburgo 13 meses antes. Ela produziu vídeos nadando, remando e tentando jogar tênis em áreas com serviços precários, como Douglasdale. Essa abordagem destacou falhas na infraestrutura e forçou respostas do atual prefeito, Dada Morero, que consertou um local e filmou seu próprio vídeo por lá.
A estratégia de Zille visa pautar a eleição em torno da prestação de serviços, colocando o Congresso Nacional Africano (ANC) em uma posição difícil. O ANC afirma que ainda está buscando um candidato a prefeito adequado e pode considerar nomes externos, deixando de lado o líder do ANC em Joanesburgo, Loyiso Masuku. O presidente Cyril Ramaphosa deu o pontapé inicial na campanha, mas o ANC carece de uma mensagem pública coerente.
Outros partidos como ActionSA, Combatentes da Liberdade Econômica (EFF), uMkhonto weSizwe (MK) e Aliança Patriótica enfrentam desafios para acompanhar o ímpeto de Zille nos subúrbios. O ActionSA aponta sua prefeita de Tshwane, Nasiphi Moya, como mais eficaz do que Cilliers Brink, do DA. Analistas observam que o início antecipado da campanha ajudou Athol Trollip, do DA, a vencer em Nelson Mandela Bay em 2016.
Hoje, 4 de maio de 2026, marca seis meses para o dia da votação. Os partidos precisam construir ímpeto em seus distritos eleitorais, sendo que o resultado em Joanesburgo pode ser fundamental para o ANC, o MK e outros.