A Câmara dos Representantes dos EUA deve votar esta semana um projeto de lei que obriga o Departamento de Justiça a divulgar os arquivos completos de Jeffrey Epstein em meio ao escrutínio contínuo das conexões do falecido criminoso sexual. As recentes divulgações de mais de 20.000 documentos pelo Comitê de Supervisão da Câmara incluem e-mails mencionando o presidente Trump, embora nenhum prove envolvimento mais profundo. A medida segue uma petição de descarga apoiada por democratas e quatro republicanos.
Jeffrey Epstein, o financista condenado por tráfico sexual que morreu em uma cela de prisão em 2019, continua a alimentar escândalos políticos. Democratas da Câmara divulgaram recentemente milhares de e-mails de Epstein e seus associados, destacando seu abuso e tráfico de crianças. Mídia independente, como Drop Site, explorou as profundas ligações de Epstein com o estado de segurança nacional, uma dimensão frequentemente ignorada em meio ao foco no escândalo sexual. O estudioso de relações internacionais Van Jackson discutiu esse aspecto em um episódio recente do podcast The Time of Monsters da The Nation.
O Comitê de Supervisão da Câmara agora divulgou mais de 20.000 documentos relacionados à investigação de Epstein, incluindo e-mails dele que mencionam o presidente Trump. Estes sugerem que Trump pode ter sabido mais sobre Epstein do que anteriormente reconhecido, mas não contêm detalhes altamente incriminatórios. O presidente da Câmara, Mike Johnson, anunciou que avançará um projeto de lei esta semana para forçar o Departamento de Justiça a divulgar os arquivos completos de Epstein, contornando obstáculos típicos de liderança.
Essa votação decorre de uma petição de descarga, uma ferramenta procedimental rara, apoiada por democratas e quatro republicanos para levar a medida ao plenário contra resistência inicial. Em resposta, o presidente Trump dirigiu a procuradora-geral Pam Bondi a investigar as conexões de Epstein com democratas, incluindo o ex-presidente Bill Clinton, visando desviar o escrutínio.
As divulgações e a votação iminente destacam perguntas persistentes sobre a influência de Epstein em esferas políticas e de segurança, sem resolução ainda sobre maior transparência.