Preocupações humanitárias crescem enquanto malauianos aguardam repatriação em Durban

Centenas de mães e crianças malauianas continuam retidas no Sherwood Hall, em Durban, enquanto a repatriação voluntária entra em sua segunda semana. Autoridades relatam progresso com milhares de pessoas já tendo retornado para casa, mas a superlotação e as condições precárias persistem no local de trânsito.

Centenas de famílias malauianas se reuniram no Sherwood Hall, em Durban, enquanto aguardam ônibus para retornar ao seu país. O processo de repatriação voluntária, gerido por autoridades sul-africanas e malauianas, começou após protestos contra estrangeiros sem documentos terem deslocado muitos residentes. A Alta Comissária do Malawi na África do Sul, Stella Ndau, afirmou que mais de 3.500 cidadãos já retornaram. Ela observou que 30 ônibus terão sido disponibilizados até o final da sexta-feira e espera-se que mais sete cheguem no sábado. O Ministério das Relações Exteriores do Malawi informou que mais de 1.200 malauianos deixaram a África do Sul nos últimos dois dias. Uma mãe no local descreveu as condições como difíceis. “Todos os dias dormimos no chão com um bebê pequeno. Está superlotado aqui porque todos querem entrar no ônibus”, disse ela à SABC News. Autoridades do Ministério do Interior confirmaram na quinta-feira que pelo menos 12 bebês nasceram no centro. A operação afetou atividades locais, incluindo o registro eleitoral no Distrito 30, que foi transferido para outro local. Alguns homens malauianos estão sendo deportados separadamente por meio de processos judiciais por violação das leis de imigração.

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