O Hospital Geral do Centro Médico Nacional La Raza do IMSS realizou mais de 400 transplantes em 2025, incorporando técnicas como plasmaférese para melhorar a compatibilidade de órgãos. Essas inovações expandiram as oportunidades para pacientes em listas de espera. Um caso exemplar é o de Karla, que recebeu com sucesso seu segundo transplante de rim.
O Centro Médico Nacional La Raza do Instituto Mexicano do Seguro Social destaca-se como referência em transplantes de órgãos e tecidos no México. Até o momento em 2025, realizou 90 procedimentos de rim, 11 transplantes de coração (incluindo dois combinados com rim), 270 transplantes de córnea, dois de fígado, um de pulmão e 43 de células hematopoéticas, superando 400 no total.
Laura Portillo Téllez, chefe do Serviço de Transplantes Intraabdominais da Unidade Médica de Alta Especialidade, explicou que, desde o ano passado, terapias inovadoras foram aplicadas para aumentar a compatibilidade e as oportunidades de transplante. Uma delas é a plasmaférese, um procedimento que separa o plasma do sangue para remover anticorpos e reduzir a sensibilização do paciente.
Como exemplo, Portillo Téllez relatou o caso de Karla, diagnosticada com hipoplasia renal e insuficiência renal crônica. Em 2013, ela recebeu seu primeiro transplante de rim de sua mãe, doadora viva. Dois anos e meio depois, sofreu rejeição do enxerto e voltou à hemodiálise enquanto aguardava um segundo transplante, realizado há um mês.
Atualmente, Karla está em boa saúde. “Meu sono se regularizou, notei mudanças na minha pele, cabelo e crescimento das unhas, além de não precisar mais acordar de madrugada para sessões de hemodiálise”, compartilhou a paciente, que retomou seus estudos e trabalho.
Esses avanços destacam o compromisso do IMSS com a inovação em saúde, melhorando a qualidade de vida dos beneficiários por meio de procedimentos mais acessíveis e eficazes.