Investigações avançam no assassinato de Carlos Manzo em Uruapan

Uma semana após o assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo, as autoridades identificaram o atirador e ligaram o crime ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). O ataque ocorreu em 1º de novembro durante o Festival das Velas, em meio a denúncias anteriores de violência na região. O irmão da vítima exige investigação sobre possíveis motivos políticos.

Carlos Manzo, prefeito de Uruapan, em Michoacán, foi assassinado em 1º de novembro de 2025, enquanto caminhava no Festival das Velas. O ex-prefeito havia denunciado a violência na região de Tierra Caliente por meses, o que levou a ameaças anteriores. O ataque provocou condenações de todos os níveis de governo e mobilizações em Michoacán e em todo o país.

Em 6 de novembro, as autoridades confirmaram que Víctor Manuel Ubaldo Vidales, um jovem de 17 anos, foi responsável pelo tiroteio contra Manzo e foi morto no local. De acordo com o Escritório do Promotor de Michoacán, Vidales foi recrutado pelo Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), que opera no estado por meio de grupos como os Cavaleiros Templários. A arma usada está ligada a outros incidentes violentos atribuídos ao cartel na região.

Uma linha de investigação sugere que o assassinato foi uma retaliação pela prisão de René Belmonte Aguilar, alias 'El Rino', em 27 de agosto de 2025. 'El Rino' era supostamente o chefe de praça do CJNG em Uruapan, e após sua captura, Manzo solicitou ajuda em meio ao aumento da violência, declarando a área em código vermelho. O escritório do promotor está seguindo essa pista, embora a autoria intelectual não tenha sido confirmada.

Juan Manzo, irmão da vítima, destacou irregularidades, como os escoltas que levaram seu irmão de volta à zona de perigo três vezes. Em uma entrevista com Azucena Uresti, ele exigiu a investigação de um motivo político, citando as disputas de Carlos com figuras do Morena: o senador Raúl Morón, o deputado Leonel Godoy e o ex-prefeito Ignacio Campos. 'Carlos havia feito acusações muito importantes contra atores políticos com quem era adversário', afirmou Juan.

Em 9 de novembro, a presidente Claudia Sheinbaum apresentou o 'Plano Michoacán', delineando ações em segurança, educação e economia para combater a violência no estado. As investigações continuam para esclarecer o caso e garantir a justiça.

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