Marinha israelense intercepta barco de ajuda a Gaza com Greta Thunberg a bordo

Um barco que tentava entregar ajuda humanitária a Gaza foi interceptado pela marinha israelense em 10 de setembro de 2025. A embarcação, parte da Coalizão da Flotilha da Liberdade, transportava a ativista climática Greta Thunberg e veteranos de missões de ajuda anteriores. O incidente destaca os desafios contínuos em fornecer ajuda à região em meio ao conflito.

O Handala, um arrastão de pesca adaptado para a missão, partiu de Catania, na Sicília, em 1º de setembro de 2025, como parte de um esforço da Coalizão da Flotilha da Liberdade para romper o bloqueio naval de Israel em Gaza. A bordo estavam cerca de 20 ativistas, incluindo a ativista climática sueca Greta Thunberg, que se juntou para chamar a atenção global para a crise humanitária em Gaza. O barco carregava aproximadamente 100 toneladas de ajuda, incluindo arroz, farinha, fórmula para bebês e suprimentos médicos, destinados à distribuição no território sitiado.

Veteranos de flotilhas passadas, como os do incidente do Mavi Marmara em 2010, também estavam a bordo, trazendo experiência de tentativas anteriores que frequentemente terminavam em confrontos com forças israelenses. Thunberg, conhecida por seu ativismo ambiental, declarou em uma entrevista pré-partida: "Isso é sobre mostrar solidariedade com os palestinos e desafiar o bloqueio que impede que a ajuda chegue aos necessitados." A coalizão descreveu a missão como um ato de desobediência civil não violento para protestar contra as restrições de acesso marítimo a Gaza, que estão em vigor desde 2007.

Em 10 de setembro, a cerca de 200 milhas náuticas da costa de Gaza, navios navais israelenses cercaram o Handala e o abordaram sem resistência da tripulação. As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a interceptação, afirmando que o barco foi desviado para o porto de Ashdod para inspeção e que os ativistas seriam processados de acordo com o protocolo. Não houve relatos de feridos, mas o destino da carga de ajuda permanece incerto, com a coalizão exigindo sua entrega a Gaza.

Este evento ecoa tentativas anteriores de flotilhas, onde ativistas internacionais buscaram destacar a situação crítica em Gaza, incluindo insegurança alimentar e escassez de medicamentos agravadas pelo conflito em curso entre Israel e Hamas. Autoridades israelenses justificaram o bloqueio como necessário para a segurança, citando riscos do Hamas. A Coalizão da Flotilha da Liberdade condenou a interceptação como uma escalada, com um ativista veterano observando em uma discussão de podcast: "Já vimos isso antes—ajuda bloqueada, vozes silenciadas—mas não vamos parar de tentar." Até 12 de setembro de 2025, os ativistas detidos, incluindo Thunberg, estavam retidos em Israel aguardando audiências de deportação, o que gerou apelos de grupos de direitos humanos por sua libertação.

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