A candidata presidencial Jeannette Jara atacou José Antonio Kast por não comparecer ao debate presidencial na Mega neste domingo, acusando-o de evitar o diálogo com o país. Jara defendeu sua disposição para debater e questionou a consistência de Kast em questões como segurança. O debate não ocorreu devido à ausência do republicano.
No contexto do segundo turno das eleições presidenciais de 2025, a tensão entre os candidatos escalou neste domingo quando José Antonio Kast (Rep.) decidiu não comparecer ao debate organizado pela Mega às 22:00. O evento televisionado, confirmado por Jeannette Jara (PC, Unidad por Chile e Democracia Cristã), não aconteceu devido à ausência do rival.
Jara, por meio de postagens no X, acusou Kast de evitar o confronto de ideias em uma etapa decisiva. “Kast decidiu não comparecer aos debates. Estou aqui, mostrando a cara, com propostas claras e coragem para enfrentar os desafios do país. Quem quer governar conversa com as pessoas e não se esconde. O Chile merece certezas, não evasivas”, escreveu ela. Ela aprofundou sua crítica sobre segurança: “Ir a um debate exige coragem. E hoje ficou claro quem tem e quem não tem. Enfrentar o crime organizado e o tráfico de drogas exige ainda mais coragem, porque falar de segurança não basta: é preciso ter convicção para agir e dar certezas ao país”.
O pano de fundo remonta ao sábado, quando Kast afirmou que os debates estão recebendo “atenção indevida” e não mudarão a percepção dos eleitores. “Um debate a mais ou a menos vai mudar a perspectiva das pessoas? É importante, sim, haverá debates, mas centrar tudo nisso e não na perseguição ao tráfico de drogas ou terrorismo é inaudível”, disse ele, desafiando Jara a visitar o bairro Franklin.
Jara respondeu no início do domingo, afirmando que poderia “ir a qualquer lugar” e confirmando os cinco debates preparados pela mídia. “Não adianta ficar trancado em uma caixa de vidro”, criticou ela, aludindo ao uso de vidro à prova de balas por Kast em eventos de campanha, e questionou se há ameaças reais ou apenas uma construção do medo. “Estou aqui, enfrentando o Chile, com propostas sérias, sem me esconder e disposta a responder todas as perguntas. Essa é a diferença entre quem quer governar e quem prefere se ausentar”, enfatizou.
Este ataque destaca uma diferença substancial entre os candidatos, com Jara insistindo na necessidade de diálogo para que o Chile conheça suas posições.