Justiça endurece regime de visitas de Cristina Kirchner após foto com economistas

O Tribunal Oral Federal 2 decidiu restringir as visitas à ex-presidente Cristina Kirchner durante sua prisão domiciliar, considerando o encontro com nove economistas em 17 de novembro uma provocação. Os juízes imporão limites ao número de visitantes e visitas semanais. Essa medida segue a foto compartilhada por Kirchner nas redes sociais.

O Tribunal Oral Federal 2 (TOF 2), composto pelos juízes Jorge Gorini, Andrés Basso e Gustavo Giménez Uriburu, decidiu por unanimidade endurecer o regime de visitas para Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar em seu apartamento na San José 1111, em Buenos Aires. A decisão foi tomada em 18 de novembro de 2025, um dia após o encontro com nove economistas na segunda-feira, dia 17, que foi o Dia do Militante.

Fontes judiciais afirmaram que os magistrados viram o incidente como uma 'provocação deliberada', pois a ex-presidente posou para uma foto com o grupo e a compartilhou em sua conta no X (antigo Twitter). Na postagem, Kirchner explicou: 'No Dia do Militante, recebemos na San José 1111 um grupo de economistas que, representando mais de 80 profissionais, entregaram e apresentaram considerações e propostas sobre um modelo econômico nacional de crescimento produtivo e federal para o século 21'. Ela acrescentou que o documento de mais de 400 páginas, preparado em 45 sessões por comissões do Partido Justicialista, é 'um roteiro aberto para debate e ação'.

O regime original, estabelecido em junho de 2025, permitia acesso sem permissão apenas para familiares, custódia policial, médicos e advogados. Qualquer outra pessoa precisava da aprovação do juiz Gorini. Os economistas apresentaram pedidos individuais, então a intenção do grupo passou despercebida. O novo esquema agora limita as visitas a um máximo de três ou quatro pessoas por vez e uma ou duas por semana. Além disso, Kirchner será notificada por possíveis descumprimentos.

Essa medida visa uma supervisão mais rigorosa após o escândalo. O TOF 2 monitora o cumprimento das condições de prisão domiciliar da ex-presidente, condenada no caso Vialidad.

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