A cantora country Kelsea Ballerini lançou 'I Sit In Parks', uma faixa que expressa arrependimento por priorizar o sucesso na carreira em detrimento da vida familiar. A música ressoou profundamente com muitas mulheres, provocando discussões nas redes sociais sobre as pressões do feminismo moderno. Os fãs interpretam as letras como uma reflexão pessoal, embora Ballerini não tenha confirmado que seja autobiográfica.
A nova música de Kelsea Ballerini, 'I Sit In Parks', captura um anseio pela maternidade em meio à busca por conquistas profissionais. As letras pintam cenas vívidas de passeios familiares, contrastando-as com a solidão da cantora. 'I sit in parks, it breaks my heart, ’cause I see / Just how far I am from the things that I want / Dad brought the picnic, Mom brought the sunscreen / Two kids are laughing and crying on red swings', canta Ballerini.
A música continua: 'We look about the same age / But we don’t have the same Saturdays', e questiona: 'Did I miss it?/ By now, is it/ A lucid dream? Is it my fault/ For chasing things a body clock/ Doesn’t wait for? I did the damn tour/ It’s what I wanted, what I got/ I spun around and then I stopped/ And wonder if I missed the mark.' Versos posteriores evocam cenas domésticas imaginadas: 'So, I sit in parks, sunglasses dark, and I/ Hit the vape, hallucinate a nursery with Noah’s Ark/ They lay on a blanket, and God d*** it, he loves her/ I wonder if she wants my freedom, like I wanna be a mother/ But Rolling Stones says I’m on the right road/ So I refill my Lexapro, thinking…'
As respostas nas redes sociais destacam o impacto emocional da música. Um comentarista observou: 'Nossa. A imagem pintada por Kelsea Ballerini nesta música é trágica. Quantos corações o feminismo quebrou com suas mentiras?' Outro disse: 'Isso é sombrio... Sinto-me tão triste pelas garotas que foram enganadas para adiar as coisas mais importantes da vida.' Uma mãe de 45 anos compartilhou: 'Meu Deus, isso é uma das coisas mais tristes que já li. Tenho 45 anos com uma criança de 15 meses, então isso quase se tornou minha realidade. Uma geração inteira de mulheres foi vendida uma mercadoria falsa sob pretextos falsos.' No YouTube, uma mulher solteira na casa dos trinta escreveu: 'Como uma garota solteira na casa dos trinta, nunca me relacionei mais com uma música', enquanto outra de 39 acrescentou: 'Não estava preparada para isso. Como uma garota solteira aos 39, esta música atinge fundo.'
A história pessoal de Ballerini adiciona contexto. Ela se casou jovem com Morgan Evans e se divorciou em agosto de 2022 após cinco anos, em parte devido a visões diferentes sobre começar uma família. Em uma aparição no podcast 'Call Her Daddy' em 2023, ela explicou: 'Isso era algo que discutimos no início, e era algo que eu estava mudando... Porque ele estava pronto. Ele dizia: ‘Não quero ser um pai velho’. E eu: ‘Ainda não estou lá, e não posso fazer isso para salvar isso e te dar algo que não estou pronta.’' Ela planejava congelar seus óvulos antes dos 30 e descreveu contar a Evans como 'não um bom dia', destacando uma 'diferença fundamental'.
O lançamento da música coincide com a atenção renovada a uma entrevista de Stevie Nicks dos anos 1970, onde ela discutiu seu aborto como necessário para sustentar a carreira do Fleetwood Mac, chamando a gravidez de 'cenário de pesadelo' que teria 'destruído' a banda. Embora alguns defendam escolhas focadas na carreira, a faixa de Ballerini amplificou vozes que se sentem enganadas por mensagens que priorizam conquistas sobre família.