Governo queniano proíbe importações de leite em pó e venda ambulante de leite

O Ministério da Agricultura do Quênia impôs uma proibição à importação de leite em pó e à venda ambulante de leite para proteger os produtores locais de laticínios e a saúde pública. O Secretário de Gabinete para a Agricultura, Mutahi Kagwe, anunciou as medidas em meio a uma alta produção doméstica de leite e preocupações com importações inadequadas que causam doenças em crianças. Isso segue uma iniciativa recente para certificar a qualidade do leite com base em padrões.

Em 2 de novembro de 2025, o Ministério da Agricultura do Quênia anunciou uma proibição nacional à importação de leite em pó e a toda venda ambulante de leite. A decisão, liderada pelo Secretário de Gabinete Mutahi Kagwe, visa proteger os produtores locais de laticínios durante uma temporada de alta produção de leite no país.

Kagwe explicou que a proibição visa importadores e vendedores ambulantes ilegais que trazem leite inadequado, resultando em problemas de saúde como diarreia em crianças. "Também queremos alertar esses importadores ilegais de leite em pó para o país de que notamos o que estão fazendo e os faremos parar", declarou Kagwe. Ele acrescentou: "É por isso que também proibimos o conceito de venda ambulante de leite, porque as mães começaram a reclamar que seus filhos estavam com diarreia, e outros estavam ficando doentes, e portanto a indústria do leite deve ser devidamente regulada."

O leite em pó, que é leite desidratado com a maior parte da água removida, serve como uma opção não perecível para assar, cozinhar e fórmulas infantis. Antes da proibição, o Quênia obtinha-o de países incluindo Uganda, os Emirados Árabes Unidos, os Países Baixos, França, Bélgica e Omã.

O anúncio vem um mês após a revelação de Kagwe em 30 de setembro do programa de certificação de leite de boa qualidade. Essa iniciativa recompensará os agricultores com pagamentos premium por leite de alta qualidade, ao contrário de suprimentos de qualidade inferior. Kagwe destacou os rações de milho contaminadas com aflatoxina como causa principal da baixa qualidade do leite, com toxinas passando diretamente para o produto. "Todos nós devemos produzir leite de boa qualidade, e o agricultor deve ser reconhecido por fazer a coisa certa. Não pode ser a mesma quantia para ruim e bom. Aqueles que produzem melhor ganharão melhor", disse ele.

Essas etapas destacam os esforços para regular o setor de laticínios, garantindo um consumo mais seguro e uma compensação mais justa para os produtores.

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