A Câmara Municipal de Madrid deu início à temporada de Natal na quinta-feira na Plaza de Cibeles, onde o mayor José Luis Martínez-Almeida e o campeão de rali Carlos Sainz premiram o botão para acender 13 milhões de lâmpadas LED, embora tenham piscado inesperadamente antes. O evento atraiu cerca de 90.000 pessoas e contou com atuações musicais de David Bisbal e Pablo López. O orçamento para iluminação subiu 15% para 6,1 milhões de euros.
A inauguração oficial das luzes de Natal de Madrid ocorreu a 22 de novembro de 2025, às 20:19, na Plaza de Cibeles, lotada com cerca de 90.000 pessoas segundo a Câmara Municipal, embora fontes municipais estimem 150.000 no centro. O mayor José Luis Martínez-Almeida e o bicampeão de rali Carlos Sainz, juntamente com crianças do Colegio de Educación Especial María Corredentora, ativaram o botão prateado após uma contagem decrescente. Sainz disse ao mayor: «Estou mais tenso do que nos campeonatos», enquanto Almeida partilhava a ansiedade do momento.
Antes da iluminação, um videomapping projetado com 14 dispositivos no Palácio de Cibeles, ao som da banda sonora de Interstellar de Christopher Nolan, narrou uma mensagem sobre a luz e a abertura de Madrid: «Somos uma cidade com muita luz, e não o dizemos só por causa do sol, dizemo-lo por esse abençoado hábito de fazer espaço». O grupo Crescendo do Teatro Real interpretou Adeste Fideles com sopranos e um tenor, seguido de “Todo es posible en Navidad” de David Bisbal, que fez a multidão cantar e dançar.
Pablo López apresentou um set ao vivo com canções como El Patio, Tu enemigo e a estreia de El niño del espacio, brincando: «Quero mesmo premir o botão». Depois, disse: «Contarei aos meus netos que estive aqui» e «Oh, que loucura, que bela ilusão, cada vez mais necessária». O evento terminou com um espetáculo piromusical de fogo de artifício sob 6°C.
A iluminação de 46 dias inclui 7.134 guirlandas, 126 cerejeiras luminosas, 13 grandes abetos e mais de 13 milhões de lâmpadas LED em 21 distritos. Novidades incluem 31 arcos de flocos de neve na Gran Vía, um abeto de 22,2 metros com 125.000 luzes na sua junção com Alcalá e arcos que simulam o amanhecer em Goya. Colaborações com marcas como Oteyza, Isabel Sanchís e Pablo Erroz via ACME. O presépio luminoso está na Plaza de Castilla, com clássicos como a virgem no Prado e o anjo em Colón.
Almeida apelou à unidade: «Todos nós nesta cidade somos o que a torna especial [...] é uma cidade que sempre tem os braços abertos». Madrid junta-se a Vigo, que acendeu 12 milhões de luzes a 15 de novembro, e Barcelona, com 126 km iluminados por 3,8 milhões de euros.