A eleição suplementar em Magarini testou a unidade dos líderes políticos costeiros, reunindo Hassan Joho e Amason Kingi. Essa colaboração contribuiu para a vitória de Harrison Kombe no assento parlamentar. Figuras da oposição, porém, questionam sua durabilidade.
Por muitos anos, políticos costeiros competiram sob diferentes partidos, levando a divisões. A eleição suplementar em Magarini mudou isso ao unir líderes como o ministro das Minas Hassan Joho e o presidente do Senado Amason Kingi, que participaram das campanhas.
Joho, ex-governador de Mombasa, pediu aos residentes que colaborassem com os líderes unidos no governo por meio da ampla aliança do presidente William Ruto e Raila Odinga. “Eu, Kingi e até Salim Mvurya estamos juntos, vamos todos cooperar para alcançar nossos objetivos na Costa”, disse Joho em um dos comícios.
Os três — Joho, Kingi e Mvurya — foram ex-governadores de Mombasa, Kilifi e Kwale, respectivamente, e haviam colaborado no ODM. Mvurya deixou o partido em 2017 para buscar a reeleição sob o Jubilee, aderindo depois à UDA de Ruto. Kingi lançou a Pamoja African Alliance (PAA) antes da eleição geral de 2022 para promover a unidade costeira.
Essa cooperação ajudou Kombe a derrotar Stanley Kenga, do Democratic Congress Party (DCP), apoiado por Kalonzo Musyoka. Musyoka afirmou: “Em 2027, não haverá mais essa coisa de ‘ampla base’. Todos os meus amigos aqui terão posições diferentes”, expressando dúvidas sobre o acordo.
Após a eleição, o governador de Kilifi, Gideon Mung’aro, acompanhou Kombe a uma reunião com Ruto em Nairóbi na quarta-feira. A discussão focou na implementação de promessas como a construção da estrada Mjanaheri–Ng’omeni, que deve trazer mudanças significativas à região.