Um homem armado com uma faca foi morto a tiros por policiais franceses durante uma cerimônia no Arco do Triunfo, em Paris, nesta sexta-feira (13). O incidente ocorreu na renovação da chama do Túmulo do Soldado Desconhecido e levou a procuradoria antiterrorista a investigar o caso. O presidente Emmanuel Macron qualificou o ato como atentado terrorista.
O incidente aconteceu por volta das 18h locais (14h de Brasília) desta sexta-feira (13 de fevereiro de 2026), no 8º arrondissement de Paris, durante a tradicional cerimônia de reacendimento da chama no Túmulo do Soldado Desconhecido, um ritual simbólico iniciado em 1923 em homenagem aos combatentes franceses mortos em guerras.
De acordo com relatos, o agressor, identificado como Brahim B., um francês de 48 anos nascido em 1978 e residente em Aulnay-sous-Bois, na periferia norte de Paris, avançou com uma faca em direção a uma banda militar ou a agentes de segurança. Fontes divergem: uma indica que ele tentou esfaquear um músico da Guarda Republicana, que sofreu ferimentos leves, enquanto outra menciona uma tentativa contra policiais. Policiais reagiram com disparos – quatro tiros no total, com três atingindo o tórax e a perna do suspeito, segundo um relato. Brahim B. foi levado ao Hospital Georges Pompidou, próximo à Torre Eiffel, mas morreu horas depois.
Brahim B. era conhecido das autoridades e estava sob vigilância administrativa do Ministério do Interior. Ele cumpria pena de 17 anos na Bélgica por tentativa de assassinato de policiais em 2012, em Molenbeek: relatos variam entre dois ou três agentes feridos. À época, ele citou vingança pela proibição da burca na Bélgica. Libertado há cerca de dois meses, no fim de 2025, tinha obrigação de se apresentar diariamente à polícia. Quinze minutos antes do incidente, ele teria ligado para as autoridades avisando que ia "atirar em alguém armado".
A procuradoria antiterrorista francesa assumiu o caso e abriu inquérito preliminar, sem detalhes sobre a motivação até o momento, conforme o ministro do Interior, Laurent Nuñez. O presidente Emmanuel Macron, em viagem à Alemanha, postou nas redes sociais: "Saúdo a coragem e o sangue frio exemplares dos nossos policiais e militares: eles puseram fim ao ataque e evitaram o pior". Por segurança, o acesso ao local foi fechado, o trânsito na Praça da Estrela interrompido e a estação de metrô Charles de Gaulle–Étoile temporariamente encerrada.