Pedro Inzunza Noriega, alias 'El Señor de la Silla' ou 'El Sagitario', foi detido em 31 de dezembro de 2025, em Culiacán, Sinaloa, junto com outras três pessoas. O capo, segundo no comando da célula de Fausto Isidro Meza Flores, 'El Chapo Isidro', enfrenta acusações dos EUA por narcoterrorismo e tráfico massivo de fentanil. A detenção representa um grande golpe ao Cartel de Sinaloa em meio a um dezembro de várias perdas.
Em 31 de dezembro de 2025, por volta das 15h, uma operação conjunta da Secretaria da Marinha, da Secretaria de Defesa Nacional e da Secretaria de Segurança e Proteção Cidadã invadiu o bairro Guadalupe, em Culiacán, Sinaloa. Lá, detiveram Pedro Inzunza Noriega, de cerca de 62 anos, conhecido como 'El Señor de la Silla' ou 'El Sagitario', juntamente com outras três pessoas. Inzunza, paralisado após um ferimento a bala nas costas sofrido enquanto escoltava Arturo Beltrán Leyva (1961-2009), subira na hierarquia do crime organizado a partir de origens humildes.
Como segundo no comando da célula liderada por Fausto Isidro Meza Flores, alias 'El Chapo Isidro' — libertado em 2017 e foragido —, Inzunza comandava uma facção da Organização Beltrán Leyva, considerada uma das mais violentas do Cartel de Sinaloa. Essa rede atua em áreas como Tijuana e é identificada como o maior produtor mundial de fentanil. Ao lado de seu filho Pedro Inzunza Coronel, 'El Pichón' — morto em novembro de 2025 —, ele supervisionava o tráfico de dezenas de milhares de quilos de fentanil, cocaína, metanfetamina e heroína para os Estados Unidos.
Em maio de 2025, o Departamento de Justiça dos EUA, sob a administração de Donald Trump, apresentou a primeira acusação de narcoterrorismo contra um membro do Cartel de Sinaloa. Inzunza e seu filho foram indiciados por narcoterrorismo, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A Organização Beltrán Leyva utiliza táticas como confrontos armados, assassinatos, sequestros e torturas para controlar territórios e gerar milhões de dólares, intimidando comunidades e mirando autoridades.
Uma apreensão importante ocorreu em 3 de dezembro de 2024, quando autoridades mexicanas confiscaram 1.500 quilos de fentanil em Sinaloa, o maior registro global para a droga. Houtan Moshrefi, agente do FBI em San Diego, afirmou que Inzunza e seu filho estavam por trás das maiores apreensões de fentanil e cocaína destinadas aos EUA. A acusação tem o número do processo 25cr1505.
Esta prisão soma-se a um dezembro difícil para o Cartel de Sinaloa, incluindo a morte de Óscar Medina, 'El Panu', em 21 de dezembro na Cidade do México, e detenções de operadores de 'Los Chapitos' em meio à guerra territorial com La Mayiza. Não está claro se Inzunza será extraditado para os Estados Unidos.