As exportações de mercadorias do México para os Estados Unidos atingiram um recorde de US$ 44,5 bilhões em novembro de 2025, consolidando o país como o principal parceiro comercial da maior economia do mundo.
De acordo com dados do US Census Bureau, as exportações do México para seu principal mercado cresceram 5,3% em relação ao ano anterior em novembro, capturando 17,0% das importações totais dos EUA. Isso superou o Canadá, com 10,8%, e a China, com 8,0%. Enquanto isso, o México absorveu US$ 26,6 bilhões em exportações dos EUA, equivalente a 14,6% do total, à frente do Canadá (13,9%) e da China (3,8%). De janeiro a novembro de 2025, as exportações mexicanas para os EUA totalizaram US$ 492,5 bilhões, um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior e o nível mais alto registrado. O México deteve uma participação de 15,7% nas importações dos EUA, liderando sobre o Canadá (11,2%) e a China (9,2%). As exportações dos EUA para o México atingiram US$ 309,8 bilhões no mesmo período, tornando o país o segundo maior destino, logo atrás do Canadá, com US$ 310 bilhões. Óscar Ocampo, diretor de Desenvolvimento Econômico do IMCO, atribuiu esse desempenho à competitividade do México e ao acesso preferencial ao mercado dos EUA por meio do USMCA. “O México é hoje um dos países com maior acesso ao mercado dos EUA. Se você observar o comportamento das exportações da Europa, por exemplo, ou da Ásia, elas caem significativamente. Até o Canadá está perdendo alguma participação”, explicou ele. Ele destacou forças em eletrônicos, máquinas elétricas e máquinas industriais, apesar de retrocessos no setor automotivo e na agricultura, e previu um fechamento modestamente positivo para 2025. Janneth Quiroz, da Monex, observou uma perspectiva favorável, com a China perdendo 4,3 pontos percentuais em sua participação nas importações dos EUA. No entanto, Gabriela Siller, do Banco Base, alertou sobre riscos na revisão do USMCA: o déficit comercial dos EUA com o México atingiu US$ 182 bilhões até novembro, próximo aos US$ 189 bilhões com a China, o que poderia tensionar as relações bilaterais se o México se tornar o maior déficit.