Miguel Herrera, conhecido como Piojo, retornou à Cidade do México após 11 meses treinando a seleção da Costa Rica, sem conseguir a classificação para a Copa do Mundo de 2026. O treinador mexicano disse se sentir excessivamente julgado pela imprensa tica e revelou ter mais ofertas de mídia do que propostas de clubes de futebol. Ele prometeu avaliar cuidadosamente qualquer nova oportunidade de comando para evitar outro revés.
Miguel Herrera chegou ao aeroporto da Cidade do México após um período de 11 meses à frente da seleção da Costa Rica, onde assumiu a responsabilidade pela não classificação à Copa do Mundo de 2026. "Julgam você como se tivesse cometido um crime. A verdade é que eu sou responsável, eu sou o chefe, mas éramos um grupo em busca e com muita ilusão. No final, aceita-se a responsabilidade, as críticas serão boas, serão ruins, eu levarei o melhor dos críticos", declarou ao chegar.
Antes de partir, Herrera passou uma semana extra na Costa Rica, onde um setor da torcida o apoiou apesar do fracasso nas eliminatórias. Após ser demitido do cargo, o treinador mexicano enfrenta um cenário com mais ofertas de emprego em veículos de mídia do que de clubes de futebol, embora não descarte voltar a treinar, seja no México ou no exterior.
"Agora não tenho nada, honestamente. Hoje tenho mais ofertas de emprego na mídia do que em campo, eu quero estar em campo, quero continuar em campo. Quando decidir não estar mais, será porque estou cansado", explicou. Herrera enfatizou a necessidade de analisar cuidadosamente as oportunidades futuras: "O que vier, vamos analisar bem, porque obviamente, se vier uma segunda, uma próxima oportunidade, temos que analisar bem, não podemos ter outro fracasso, porque isso seria bater a porta na minha experiência como treinador, e eu não gostaria de encerrar assim. Gostaria de me aposentar amanhã com sucessos e prestar boas contas".
Embora tenha sido mencionado como candidato para comandar o Atlante, não há confirmação de propostas concretas de clubes no momento.